Ter um filho pode te envelhecer até 11 anos

Todos sabem que a gravidez provoca inúmeras alterações no corpo e na mente da mulher, mas agora uma pesquisa realizada em nos Estados Unidos, mostra que os efeitos da gestação, são ainda mais intensos do que se pensa.

Para a realização do projeto, foram analisadas mais de 1.900 mulheres americanas, que tiveram seu sangue colhido, com atenção ao DNA das participantes.

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O genoma humano muda com o passar dos anos: nossos cromossomos são protegidos por estruturas chamadas telômeros, filamentos microscópicos de proteína que funcionam como uma capa que preserva nosso material genético –  o ponto é que, com o tempo, os telômeros se desgastam e, como uma borracha escolar, diminuem de tamanho. Na prática, eles são um indicativo de envelhecimento. Telômero grande = jovem; telômero pequeno = velho.

Então os cientistas compararam o tamanho dos telômeros das mulheres com filhos, com o de mulheres que ainda não eram mães, e a diferença foi muito significativa. As mães tinham, em média, 116 bases pares (unidade do telômero) a menos. Como, naturalmente, a estrutura tende a perder 9 ou 10 bases pares anualmente, uma gravidez equivalia a um processo que normalmente só ocorreria em um período de 11 anos.

“Nós ficamos surpresos em encontrar um resultado tão impressionante”, afirmou à New Scientist Anna Pollack, bióloga da George Mason University e responsável pela pesquisa.

Entretanto os pesquisadores não sabem porque isso acontece. A hipótese mais provável é que o stress causado pela gravidez e criação da criança ataque diretamente a proteção do DNA, porém, como não houve uma medição dos telômeros antes, durante e após a gravidez fica difícil determinar de forma definitiva que seja isso.

Até por não saber a causa do envelhecimento genético, a pesquisadora faz um alerta “Nós não estamos dizendo para as pessoas pararem de ter filhos”. De qualquer forma, fica o aviso: telômeros curtos são associados à uma maior probabilidade de desenvolver doenças crônicas, e até mesmo, à uma taxa de mortalidade mais elevada.

Written by Ana Richa

Jornalista de profissão, e redatora por vocação. Escrevo com prazer tentando passar em palavras, emoções que possam tocar a vida das pessoas. Nas horas vagas mamãe de gatos e degustadora de cafés, que são meus grandes amores.

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