O menino Eduardo, conhecido como Dudu, de 3 anos, concluiu um tratamento experimental nos Estados Unidos após ser diagnosticado com uma condição neurológica rara que afeta os movimentos do corpo.
Ele era o único paciente identificado no Brasil com a mutação genética associada à SPG50, doença que provoca perda progressiva da função motora e pode levar à tetraplegia.
A mobilização da família ganhou repercussão nacional ao longo dos últimos meses. Por meio de campanhas nas redes sociais e doações, foi possível arrecadar cerca de US$ 2,3 milhões, valor necessário para custear o tratamento fora do país.
O procedimento foi realizado na cidade de Dallas, onde o menino recebeu a medicação experimental chamada Melpida.
O tratamento teve duração de 23 dias e envolveu etapas consideradas complexas, incluindo a administração da terapia diretamente no organismo.
Segundo informações divulgadas pela família, o principal objetivo foi interromper o avanço da degeneração neurológica causada pela doença, que até então não possuía alternativas terapêuticas amplamente disponíveis.
Após a conclusão do protocolo, Eduardo iniciou uma nova fase de acompanhamento médico. O plano inclui a realização de exames periódicos para monitorar a evolução do quadro clínico, além de sessões contínuas de fisioterapia.
A reabilitação é apontada como uma etapa fundamental para estimular ganhos na mobilidade e ampliar a independência motora ao longo do tempo.
A história do menino chamou atenção pela raridade do diagnóstico e pela mobilização coletiva que possibilitou o acesso ao tratamento.
Casos como o de SPG50 ainda são pouco conhecidos, o que contribui para desafios no diagnóstico precoce e no desenvolvimento de terapias específicas.
Com o término da intervenção nos Estados Unidos, a família segue acompanhando de perto os próximos passos da recuperação.
A expectativa está centrada na resposta do organismo ao tratamento e nos resultados obtidos com a reabilitação intensiva prevista para os próximos meses.