Uma viagem de férias terminou em momentos de tensão para a família da pequena Fae Platten, de 4 anos, durante um voo entre Tenerife, na Espanha, e Londres, na Inglaterra, em agosto de 2014.
A criança, que possui uma alergia extremamente grave a frutos secos, sofreu uma reação alérgica severa poucos minutos após a decolagem, mobilizando a tripulação da aeronave.
Antes mesmo do embarque, a mãe de Fae informou aos funcionários da companhia aérea sobre a condição da filha. Como medida de precaução, a tripulação fez comunicados aos passageiros solicitando que ninguém consumisse frutos secos durante o voo. O aviso foi repetido duas vezes antes da partida e novamente quando o serviço de bordo começou.
Apesar das orientações, um passageiro sentado aproximadamente quatro fileiras à frente da família abriu um pacote contendo frutos secos.
Cerca de 20 minutos depois da decolagem, Fae começou a apresentar sinais de uma reação anafilática, uma resposta alérgica grave que pode comprometer rapidamente as funções do organismo.
A situação se agravou em poucos instantes. A menina perdeu a consciência e parou de respirar, levando a tripulação a agir imediatamente. Os comissários utilizaram uma injeção de adrenalina de emergência disponível na aeronave, procedimento que permitiu que a criança voltasse a respirar enquanto o voo seguia para o destino.
Assim que o avião pousou no Aeroporto de Stansted, equipes médicas aguardavam para prestar atendimento. Fae foi encaminhada a um hospital, onde recebeu os cuidados necessários. Após o tratamento, ela apresentou recuperação e recebeu alta.
Depois do episódio, a Ryanair adotou uma medida disciplinar contra o passageiro que havia desrespeitado os avisos feitos antes e durante o voo.
A companhia determinou que ele ficasse impedido de viajar em aeronaves da empresa pelo período de dois anos. O nome e outros dados de identificação do passageiro não foram divulgados publicamente.
O caso ganhou repercussão por destacar a importância dos procedimentos adotados em voos quando passageiros informam condições médicas graves, além da necessidade de cumprimento das orientações de segurança repassadas pela tripulação durante a viagem.