Travestis ‘resgatam’ mulher espancada por belo-horizontino, destroem carro de agressor e vídeo viraliza

Apelidada de “Fada Justiceira” na internet, a carioca de 21 anos, Thaylla Barcellos, protragonizou um dos vídeos de maior sucesso da internet na última semana.

Nas imagens feitas pela própria Thaylla, ela mostra um carro destruído por ela e sua amiga Thifanny e se orgulha em contar o motivo.

O belo-horizontino estaria espancando sua namorada no interior do veículo quando foi abordado pelas travestis que o impediram de continuar batendo na mulher.

Em conversa com o site BHAZ, Thaylla diz que não se arrepende do que fez, pois não aceita que homens batam em mulheres.

Nas imagens Thaylla dizia:

“Acho que não é bom dia ainda porque não dormi”, diz antes de mostrar os estragos que provocou no carro do jovem, de 19 anos, que agredia a namorada.

“Um estrago das travestis pra homem que quer bater em mulher”, diz. “A garota sendo espancada, eu barbarizei com o carro do bofe. Tudo quebrado, eu e a Tifanny. Isso para os homens que querem bater em mulher”, finaliza. A filmagem já foi vista mais de 800 mil vezes e tem centenas de comentários.

O caso aconteceu em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, no penúltimo dia de 2018, e de lá para cá, a ‘Fada Justiceira’, vem recebendo milhares de mensagens nas redes sociais.

Ela contou como aconteceu ao site BHAZ:

“Foi tudo muito rápido. Estávamos passando perto da rodoviária em Cabo Frio quando o carro apareceu em alta velocidade. Tinha uma mulher com parte do corpo para fora pedindo ajuda. Depois de passar por nós, o carro engasgou e não andava mais. A gente correu até lá e tirou a mulher de dentro. Antes, deu pra ver que o motorista dava várias porradas nela”, explicou.

 “Se ele não parasse naquele momento, poderia espancar ou até matar aquela mulher. Fomos para o carro [ela e Tifanny] e tiramos a mulher primeiro. Batemos no motorista, uma de um lado e outra do outro. Ele saiu cambaleando de tanto que apanhou e fugiu”, relata. “Eu não estava satisfeita, fiquei revoltada e quebrei o carro todo. Deixei um prejuízo para ele começar 2019 ‘penando’ para não bater mais em mulher”, justificou. Foi ela também quem chamou a Polícia Militar.

Thaylla e Tifanny, também ficaram com a mulher até que a PM chegasse.

“A mulher estava em pânico, não conseguia nem conversar direito. Chamei a polícia e ficamos lá esperando. Ela contou que não ia dar nada para ele [o namorado] e estava desesperada. Pegou meu telefone, mas não fez contato até hoje”, disse. Segundo a jovem, outro homem apareceu nesse meio tempo querendo levar a vítima para o lugar em que a mulher estava hospedada, mas ela não deixou e as três aguardaram juntas.

“Ficamos esperando até a polícia aparecer. Quando os policiais chegaram, contei tudo que fizemos, inclusive sobre ter quebrado o carro, eles disseram que agimos certo e fomos liberadas. Naquela noite eu sai, e no dia seguinte – 31 de dezembro -, mandei o vídeo que fiz para alguns amigos. Essa semana ele apareceu no Twitter. Fui dormir e acordei famosa”, diverte-se.

Questionada sobre estar arrependida da forma como agiu, Thaylla é categórica: “não estou, jamais deixaria um homem bater em uma mulher daquele jeito”.  “Sei que corri um risco, mas Deus me colocou lá naquela hora. A garota me abraçou, agradeceu muito. Meus familiares têm receio do que pode acontecer, mas eu não tenho medo. Fiz a coisa certa ao defendê-la. Estou recebendo mensagens lindas de gente de todo Brasil. Eu tinha pouco mais de mil seguidores no Instagram e agora tenho 25 mil”, conta a jovem que nasceu em Campo dos Goytacazes.

O BHAZ não conseguiu contato nem com o agressor e nem com a vítima.

A Polícia Civil de Minas informou, por meio de nota, que “conforme competência legal, investiga os possíveis ilícitos penais que acontecem no estado”. “Salienta que o Registro de Eventos de Defesa Social (REDS), ou seja, o registro de ocorrência, é o meio oficial que a PCMG é noticiada do fato, sendo imprescindível para adoção de medidas cabíveis pela Instituição”, completa. Ou seja, como o caso ocorreu no Rio de Janeiro deveria ser investigado lá a partir do registro de ocorrência junto à PM daquele Estado.


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