Gêmeas nascem com dois dias de diferença em Curitiba

E o parto também foi diferente, uma foi normal e a outra cesárea

As gêmeas Gabriela e Camila de forma considera da rara pela medicina, as duas têm dois dias diferença entre o nascimento.

O parto também foi diferente, a primeiro nasceu de parto normal, e a segundo dois dias depois através de uma cesárea.

As recém-nascidas ficaram 119 dias na UTI Neonatal do Hospital Santa Cruz, em Curitiba.

As duas receberam alta em outubro para felicidade da família.

“Depois que tudo acontece, você nem acredita que conseguiu superar tantos desafios”, diz a mãe, a professora Roberta Minas, de 36 anos, em entrevista a CRESCER.

“Se não tivesse tido o apoio da minha família e da equipe do hospital, não sei como seria”.

Em janeiro de 2018, a mãe descobriu que teria gêmeas.

“Meu marido e eu resolvemos ter filhos e engravidei apenas um mês depois de parar o anticoncepcional. Recebi o acompanhamento de uma gestação de risco, pois, além de ser gemelar, tinha feito uma raspagem no útero no começo de 2016, mas me sentia muito bem, só com um pouco de enjoo”, revela Roberta.

A bolsa de Roberta rompeu dia 07 de junho, e ela chegou no Hospital com 8 cm de dilatação. Então veio ao mundo Gabriela, de parto normal, com 29 centímetros e pesando 600 g.

“Com a retirada do primeiro bebê, a paciente deixou de sentir contrações. Assim, avaliamos que o melhor seria controlar o quadro e manter o segundo bebê no útero, o que nos daria tempo para administrar medicações para melhora do quadro pulmonar, proteção do sistema nervoso e antibióticos”, explicou, em nota, Diego Esteves dos Santos, obstetra do Hospital Santa Cruz Que cuidou da mãe e das gêmeas.

Roberta ficou internada e dois dias depois as contrações começaram, com hemorragia, porém ela não tinha dilatação. Os médicos então avaliaram que era necessária a cesárea.

No dia 9 de junho, nasceu Camila,  com 30,5 cm e 650 gramas. A diferença entre o tempo dos partos só foi possível porque os bebês foram gerados de dois óvulos, ou seja, são gêmeas não idênticas, e se desenvolveram em bolsas amnióticas e placentas diferentes.

Dr. Ênio Torricillas, coordenador da UTI Neonatal do Hospital Santa Cruz e pediatra da Paraná Clínicas, explicou que cada dia a mais no útero, foi fundamental para o desenvolvimento da caçula.

“Pela diferença de tamanho entre as duas bebês – 1,5 cm – já podemos perceber o quanto esses dois dias a mais favoreceram o amadurecimento da segunda irmã, que teve menos complicações de saúde”, explicou em nota.

Roberta fala das meninas:

“Não senti dor nem no parto normal, nem na cesárea. Acho que é porque estava com muito medo de que elas não sobrevivessem. O período na UTI foi o mais difícil. Era tudo muito incerto e os pulmões, principalmente os da Gabriela, eram muito fraquinhos”, relembra. Agora, com as duas em casa, mamando e ganhando peso, Roberta diz que está finalmente “curtindo a maternidade e comemorando cada conquista”.

 

Roberta, o marido Dinival, e as gêmeas Camila e Gabriela (Foto: Arquivo Pessoal)

Roberta com as filhas na UTI Neonatal (Foto: Arquivo Pessoal)


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