O vereador Dárcio Bracarense (PL), de Vitória (ES), protocolou uma denúncia na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), após a utilização de um veículo oficial blindado no Rio de Janeiro.
O caso envolve um Jeep Commander que, segundo a representação, seria vinculado à frota pública e custeado com recursos dos pagadores de impostos.
A denúncia afirma que a parlamentar teria utilizado o automóvel durante deslocamentos na capital fluminense, o que levantou questionamentos sobre as regras que regulam o uso de veículos oficiais por autoridades federais.
O vereador solicita que a PGR avalie se houve autorização formal para a utilização do carro e se o procedimento seguiu as normas administrativas previstas para esse tipo de serviço.
O documento protocolado pede ainda que sejam verificadas as condições em que o veículo é disponibilizado, incluindo critérios de segurança, finalidade de uso e eventual necessidade de blindagem. A representação sustenta que esses elementos devem ser analisados para determinar se houve ou não irregularidade no caso.
A deputada federal ainda não apresentou resposta detalhada sobre o conteúdo da denúncia no momento da divulgação.
O episódio ganhou repercussão após circular em redes sociais e veículos de imprensa, gerando discussões sobre o uso de recursos públicos por parlamentares e os critérios de segurança adotados para autoridades em exercício de mandato.
No âmbito institucional, veículos oficiais podem ser destinados a parlamentares para atividades relacionadas ao mandato, especialmente em situações que envolvem deslocamentos oficiais e segurança.
No entanto, o uso desses bens é regulamentado por normas internas e deve obedecer a critérios de justificativa e controle administrativo.
A Procuradoria-Geral da República deverá analisar o material apresentado pelo vereador e decidir se há elementos suficientes para abertura de investigação ou se o caso será arquivado.
Caso avance, o processo poderá incluir solicitações de documentos, esclarecimentos e apuração de eventuais responsabilidades.
O caso segue em análise e permanece em discussão pública, inserido no contexto mais amplo de debates sobre transparência, uso de recursos estatais e regras aplicáveis a parlamentares no exercício de suas funções.