O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, fez críticas à saída temporária de 1.536 detentos no sistema prisional do Rio de Janeiro, autorizada pelo benefício da Visita Periódica à Família (VPF), previsto na Lei de Execução Penal.
A manifestação ocorreu após a circulação de imagens nas redes sociais mostrando presos deixando unidades prisionais durante o período do Dia das Mães.
O episódio gerou forte debate público e reacendeu discussões sobre segurança e políticas de ressocialização no país.
Zema afirmou que a medida causa indignação em parte da população, especialmente entre trabalhadores que convivem diariamente com a sensação de insegurança.
Segundo ele, há um contraste entre o cotidiano de famílias que vivem com medo da violência e a concessão de benefícios a detentos em determinadas condições previstas na legislação.
Em suas declarações, o político mineiro destacou ainda que muitas pessoas se sentem desprotegidas diante do avanço do crime organizado em grandes centros urbanos.
Ele também criticou o que considera uma postura permissiva do Estado em relação a integrantes de facções criminosas, argumentando que isso enfraquece a confiança da sociedade nas instituições.
O ex-governador afirmou que uma parcela significativa da população carioca vive sob influência direta ou indireta de organizações criminosas, o que, segundo ele, exige respostas mais rígidas do poder público.
Ele defendeu mudanças na legislação penal como forma de aumentar o rigor no enfrentamento ao crime.
Zema também aproveitou a repercussão do caso para reforçar seu discurso político voltado à segurança pública. Em sua visão, crimes ligados a facções deveriam ser tratados com maior severidade, e reincidentes não deveriam ter acesso a benefícios que permitam saída temporária.
O tema deve continuar gerando debate, já que envolve tanto a aplicação da lei de execução penal quanto a discussão sobre ressocialização de presos e os limites das políticas de segurança pública no país.