Em hospitais brasileiros, a pele da tilápia-do-nilo vem sendo utilizada como material biológico no tratamento de queimaduras, após passar por processos de esterilização e preparo para uso médico.
O material é aplicado diretamente sobre feridas em pacientes com queimaduras de diferentes graus, funcionando como uma cobertura temporária durante o processo de cicatrização.
Segundo pesquisas e relatos de equipes médicas envolvidas no projeto, o uso da pele do peixe contribui para a manutenção da umidade da região lesionada, fator considerado relevante no tratamento de queimaduras.
O material também é descrito em estudos como rico em colágeno, proteína associada à regeneração de tecidos.
Em comparação com métodos convencionais, como curativos sintéticos e pomadas específicas, há registros de redução no número de trocas de curativos durante o tratamento.
Em alguns levantamentos, a média de trocas de curativos em pacientes tratados com o material foi inferior à observada em tratamentos tradicionais.
Além disso, análises econômicas indicam possibilidade de redução de custos, considerando a disponibilidade da matéria-prima em regiões de produção aquícola.
A tilápia-do-nilo é um peixe amplamente cultivado no Brasil, o que facilita o acesso à pele utilizada nos procedimentos após o processamento adequado.
O desenvolvimento dessa técnica envolve instituições de pesquisa, profissionais da saúde e laboratórios especializados em biomateriais.
Antes de ser aplicada, a pele passa por etapas de higienização, esterilização e armazenamento conforme protocolos de segurança sanitária.
O método é estudado como alternativa complementar em centros de tratamento de queimaduras em diferentes regiões do país.
Pesquisas continuam sendo realizadas para avaliar eficácia, segurança e padronização do uso em larga escala no sistema de saúde.
Os estudos sobre o uso da pele de tilápia em queimaduras também incluem avaliações clínicas em diferentes faixas etárias, com acompanhamento de evolução das lesões, registro fotográfico e análise de tempo de recuperação em comparação com outros tipos de curativos utilizados em unidades hospitalares especializadas no atendimento de queimados.
A implementação dessa técnica depende de protocolos de biossegurança, treinamento de equipes multiprofissionais, controle de qualidade do material processado e integração com serviços de saúde que realizam tratamento de pacientes com queimaduras em diferentes níveis de complexidade no país.