Em dezembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o Brasil se tornou o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho como problema de saúde pública.
O anúncio foi feito com base em indicadores nacionais relacionados à transmissão vertical, que ocorre durante a gestação, o parto ou a amamentação.
A OMS define a eliminação como a redução sustentada das taxas de transmissão para níveis considerados controlados. No caso brasileiro, os dados consolidados apontaram índices inferiores a 2 por cento, mantidos de forma contínua dentro dos parâmetros internacionais de monitoramento em saúde pública.
A redução foi associada à ampliação do acesso à terapia antirretroviral, ao fortalecimento da testagem no pré-natal e ao acompanhamento de gestantes diagnosticadas com HIV.
As políticas de saúde incluíram protocolos de diagnóstico precoce, fornecimento de medicamentos e acompanhamento durante a gestação, parto e período pós-parto. A cobertura dos serviços de pré-natal ultrapassou 95 por cento em avaliações nacionais, segundo os dados utilizados no relatório.
Antes do reconhecimento nacional, mais de 40 municípios brasileiros já haviam recebido certificações relacionadas ao controle da transmissão vertical.
Esses processos ocorreram de forma progressiva, com base em critérios técnicos de avaliação. As ações foram atribuídas ao Sistema Único de Saúde (SUS), com atuação integrada entre atenção primária, serviços especializados e programas de vigilância em saúde em diferentes regiões do país ao longo de anos.
O processo de certificação envolve verificação de indicadores epidemiológicos, análise de registros de casos e avaliação da cobertura assistencial.
O acompanhamento permanece ativo para manutenção dos resultados alcançados e prevenção de novos casos, conforme diretrizes internacionais aplicadas pela OMS em cooperação com autoridades nacionais de saúde pública.