O pai dos dois irmãos acusados de atacar brutalmente a jovem Ana Clara, de 21 anos, ajudou a polícia a localizar os suspeitos após o crime ocorrido em Quixeramobim.
Segundo informações apresentadas pelo Ministério Público do Ceará, Raimundo Nonato Acioli dos Santos indicou às autoridades os possíveis locais onde os filhos poderiam estar escondidos depois da fuga.
De acordo com a investigação, o caso aconteceu após uma discussão entre Ana Clara e Ronivaldo Rocha dos Santos, com quem ela mantinha união estável havia cerca de dois anos.
Durante o desentendimento, a jovem teria pedido para que ele deixasse a residência. Pouco tempo depois, o homem retornou acompanhado do irmão, Evangelista Rocha dos Santos.
Segundo os relatos reunidos pelas autoridades, a vítima foi atacada de forma violenta dentro da casa. As agressões provocaram ferimentos graves, incluindo mutilações nos membros superiores da jovem.
Vizinhos ouviram pedidos de socorro e acionaram as equipes de emergência, que encaminharam Ana Clara para atendimento hospitalar. Ela passou por cirurgia especializada e segue em recuperação médica.
Após o crime, os dois suspeitos fugiram da cidade. As buscas começaram ainda nas primeiras horas do dia, e a colaboração do pai foi considerada importante para auxiliar os policiais na localização dos irmãos.
Evangelista acabou encontrado em uma residência localizada em Quixeramobim, onde também foram apreendidos objetos que passaram a integrar a investigação.
Horas depois, Ronivaldo foi localizado em outra cidade do interior cearense. Segundo informações obtidas pela Polícia Civil após análise de mensagens trocadas entre os irmãos, um deles teria pedido dinheiro para fugir após o ataque.
Os diálogos também indicariam preocupação com a tentativa de escapar das autoridades.
Os dois permanecem presos preventivamente enquanto o caso segue sendo investigado. O Ministério Público pediu à Justiça a condenação dos acusados por tentativa de feminicídio, além do pagamento de indenização por danos morais à vítima.
O episódio gerou forte repercussão no Ceará e reacendeu debates sobre violência contra a mulher, proteção às vítimas e a necessidade de medidas mais rígidas de combate a crimes cometidos em ambiente doméstico e familiar.