Antes de se tornar conhecida por milhões de pessoas fora do Brasil, a BOPE já atuava como uma unidade tática da Polícia Militar do Rio de Janeiro, especializada em operações consideradas de alto risco em áreas urbanas.
A visibilidade da corporação aumentou de forma significativa a partir do lançamento do filme Tropa de Elite, em 2007.
A produção cinematográfica apresentou ao grande público uma representação dramatizada do cotidiano da tropa, destacando aspectos como treinamento intenso, disciplina rigorosa, pressão psicológica e atuação em regiões com forte presença de grupos criminosos armados.
Com o sucesso do filme, a imagem do BOPE passou a ter grande repercussão no Brasil e também no exterior.
Em 2008, a obra foi premiada com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, ampliando ainda mais o interesse internacional sobre a segurança pública no Rio de Janeiro e sobre as forças especiais brasileiras.
A partir desse período, o BOPE passou a ser frequentemente citado em reportagens, documentários e estudos acadêmicos como uma força policial de elite, associada a operações complexas em ambientes urbanos e situações de alto risco.
Essa projeção contribuiu para a consolidação de uma imagem de atuação altamente especializada.
Ao mesmo tempo, essa visibilidade também trouxe debates e controvérsias. Diferentes setores da sociedade, incluindo pesquisadores, jornalistas e organizações de direitos humanos, passaram a discutir denúncias relacionadas ao uso da força, possíveis abusos em operações e os impactos dessas ações em comunidades afetadas pela violência urbana.
Dentro desse contexto, a história do BOPE passou a ser analisada sob múltiplas perspectivas, envolvendo não apenas sua atuação operacional, mas também questões sociais, políticas e culturais ligadas à segurança pública no Brasil.
O debate em torno da unidade continua presente, especialmente quando se discute o papel das forças especiais no combate ao crime organizado e os limites das ações policiais em áreas de vulnerabilidade social nas grandes cidades brasileiras contemporâneas.