Fernando Haddad foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016, após vencer a eleição com mais de 55% dos votos no segundo turno. Durante sua gestão, adotou uma agenda voltada principalmente para mobilidade urbana e planejamento da cidade, com foco em mudanças estruturais.
Entre as principais medidas implementadas estiveram a ampliação da malha de ciclovias, a criação de faixas exclusivas para ônibus e a revisão do Plano Diretor do município.
Essas ações tinham como objetivo reorganizar o uso do espaço urbano, melhorar o transporte público e incentivar alternativas de deslocamento na capital paulista.
Ao mesmo tempo, o governo enfrentou forte resistência em diferentes momentos. Um dos primeiros episódios de tensão ocorreu após o reajuste das tarifas de ônibus, que resultou em protestos e manifestações em diversas regiões da cidade.
Outras medidas, como a redução dos limites de velocidade em vias urbanas e a expansão das ciclovias, também geraram debates e opiniões divididas entre moradores.
No decorrer do mandato, a administração enfrentou queda na aprovação popular, especialmente em meio às críticas sobre a condução de algumas políticas públicas e a forma de comunicação com a população.
Parte das reclamações envolvia questões relacionadas à zeladoria urbana e à percepção de mudanças rápidas no trânsito da cidade.
Ao final da gestão, Haddad deixou o cargo com baixos índices de avaliação positiva e não conseguiu se reeleger, sendo derrotado ainda no primeiro turno da eleição seguinte.
Apesar das críticas, apoiadores de sua administração destacam que o período foi marcado por intervenções de longo prazo na infraestrutura urbana, especialmente no que diz respeito à mobilidade e ao incentivo ao transporte coletivo e sustentável. Essas medidas continuam sendo citadas em debates sobre planejamento urbano em grandes cidades.