Um estudante de computação desenvolveu um aplicativo baseado em inteligência artificial capaz de traduzir Libras (Língua Brasileira de Sinais) em tempo real para texto e áudio.
O sistema utiliza a câmera de um smartphone para capturar os movimentos das mãos e processá-los por meio de algoritmos de reconhecimento, convertendo os sinais em informações compreensíveis na tela e em reprodução sonora.
O projeto foi criado pelo estudante brasileiro Gabriel Sales e tem como foco principal a acessibilidade e a inclusão de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.
A tecnologia permite a interpretação contínua dos sinais, buscando facilitar a comunicação entre usuários de Libras e pessoas que não dominam a linguagem de sinais.
De acordo com as informações divulgadas, o aplicativo funciona a partir de modelos de inteligência artificial treinados para identificar padrões específicos dos gestos realizados em Libras. Esses dados são analisados em tempo real, permitindo que a tradução ocorra de forma rápida durante a interação entre os usuários.
O desenvolvimento do sistema envolveu etapas de coleta de dados, treinamento de algoritmos e testes para aprimorar a precisão das traduções.
A proposta utiliza recursos de visão computacional e aprendizado de máquina para interpretar os movimentos das mãos, expressões faciais e posicionamento corporal, elementos importantes na estrutura da Libras.
O projeto ganhou destaque internacional após ser apresentado em uma competição de tecnologia, onde foi reconhecido pelo potencial de impacto social e pela aplicação prática da inteligência artificial em soluções de acessibilidade. A iniciativa colocou o estudante entre os premiados do evento, que reúne projetos inovadores de diferentes países.
A proposta ainda pode passar por melhorias e ampliações, incluindo a expansão do vocabulário reconhecido pelo sistema e o aprimoramento da precisão das traduções em diferentes contextos. A tecnologia também abre espaço para aplicações em áreas como educação, atendimento ao público e comunicação digital.
O reconhecimento do projeto reforça o avanço de pesquisas em inteligência artificial aplicadas à inclusão, destacando o uso da tecnologia como ferramenta de acessibilidade e comunicação entre diferentes comunidades linguísticas.