Diretor da PF comenta sobre classificação das facções: “Não esperávamos por isso. A PF combate as facções de forma eficiente aqui. Foi uma surpresa para nós”

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (2) que a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos foi recebida com surpresa pela instituição.

Segundo ele, a medida adotada pelo governo norte-americano não altera a forma como a Polícia Federal atua no Brasil no enfrentamento ao crime organizado.

O diretor destacou que a legislação brasileira, bem como os protocolos e procedimentos operacionais da PF, permanecem os mesmos, independentemente de decisões tomadas por outros países.

Durante a declaração, Andrei Rodrigues ressaltou que a atuação da instituição segue baseada nas normas nacionais vigentes e que não há mudanças previstas nas estratégias de investigação e combate a organizações criminosas. Ele afirmou ainda que ações externas não interferem na soberania das autoridades brasileiras no cumprimento de suas funções.

O diretor também comentou sobre a cooperação internacional existente entre a Polícia Federal e órgãos estrangeiros, incluindo a Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos.

Segundo ele, essa colaboração já ocorre em diversas operações conjuntas e no compartilhamento de informações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

No entanto, Andrei Rodrigues demonstrou preocupação com possíveis impactos administrativos e burocráticos que possam surgir a partir da nova classificação adotada pelos Estados Unidos.

Ele mencionou a possibilidade de mudanças nas formas de cooperação entre agências norte-americanas e brasileiras, o que poderia gerar ajustes nos fluxos de comunicação e trabalho conjunto.

O diretor-geral também destacou o reconhecimento internacional da Polícia Federal e a atuação em parceria com organizações como a Interpol. De acordo com ele, o Brasil mantém participação ativa em redes globais de combate ao crime, o que inclui troca de informações e apoio em investigações transnacionais.

A declaração ocorre em meio a discussões sobre cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado e possíveis efeitos diplomáticos e operacionais de diferentes classificações adotadas por países parceiros.

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