Em Brasília há tantas pessoas utilizando Mounjaro que o sistema de reconhecimento do STF não está reconhecendo mais as pessoas que emagreceram

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A busca pelo emagrecimento rápido virou uma febre nacional, mas ninguém imaginava que a perda de peso de dezenas de pessoas pudesse provocar um verdadeiro nó na segurança máxima do país. Na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o uso das chamadas canetas emagrecedoras de última geração, como o Mounjaro e o Ozempic, virou uma espécie de febre entre os frequentadores assíduos dos tribunais. O resultado prático dessa transformação física coletiva foi muito além das roupas folgadas no armário e acabou batendo direto na porta do Supremo Tribunal Federal, o STF.

A novidade sobre esse efeito colateral inusitado no coração do poder foi revelada pela jornalista Bela Megale, em sua coluna de bastidores no jornal O Globo. De acordo com a apuração da repórter, o sistema de segurança tecnológica da corte simplesmente parou de reconhecer uma parte dos visitantes frequentes que passaram pelo processo de emagrecimento rápido. A perda de gordura no rosto mudou tanto as linhas de expressão e os traços das pessoas que os computadores começaram a dar erro na hora de liberar a entrada nas catracas eletrônicas.

Essa adesão massiva aos novos medicamentos injetáveis virou o assunto principal dos corredores do STF, criando uma situação que mistura a vaidade pessoal com a burocracia do funcionalismo público. É importante deixar claro que as autoridades não têm nenhuma informação de que algum dos ministros da corte esteja utilizando o remédio no momento. O problema técnico de identificação está concentrado no público que circula diariamente pelos gabinetes, o que inclui advogados de grandes bancas, assessores políticos, congressistas e empresários que vão despachar com as autoridades ou assistir às sessões de julgamento.

Com as mudanças visíveis e profundas na fisionomia provocadas pela queima rápida de gordura facial, o sistema de reconhecimento facial, que é super moderno e costumava ser infalível, passou a apresentar falhas repetitivas. Os rostos, agora muito mais magros, com as maçãs do rosto salientes e os maxilares bem definidos, simplesmente não batiam mais com as fotografias antigas que constavam no banco de dados do tribunal. Para a inteligência artificial que controla as portas, aquela pessoa magra que tentava entrar era uma completa desconhecida.

O emagrecimento repentino alterou de forma significativa os chamados pontos biométricos estruturais, que são os parâmetros fixos que os computadores usam para mapear a distância entre os olhos, o nariz e a boca de cada cidadão. Como as canetas emagrecedoras promovem uma perda de peso muito acelerada em poucos meses, o software de segurança não conseguiu acompanhar o ritmo da transformação biológica dos frequentadores. O que antes era uma bochecha arredondada virou uma linha fina, confundindo os algoritmos de leitura digital.

A mudança nos traços faciais de quem circula por Brasília foi tão drástica que as equipes de recepção precisaram adotar medidas de emergência para evitar filas imensas e constrangimentos na entrada do prédio. Muitos usuários antigos da corte precisaram ser barrados temporariamente e encaminhados para as salas de triagem manual para realizar um novo recadastramento completo. O processo exige tirar uma nova foto digital atualizada para substituir a imagem antiga e conseguir manter o direito de acesso liberado ao edifício principal.

Os funcionários terceirizados e os policiais judiciais que cuidam do setor de cadastramento e da segurança do Supremo relataram que o movimento nas salas de fotografia aumentou de forma assustadora nas últimas semanas. Eles brincam, nos bastidores, que tem ocorrido uma verdadeira reinicialização forçada no sistema de segurança do tribunal, com atualizações constantes de imagens para acompanhar o novo visual do poder. O arquivo digital da corte está passando por uma faxina visual completa por causa da moda das picadas emagrecedoras.

Esse fenômeno estético e tecnológico serve para ilustrar como a corrida pelo corpo perfeito atinge os círculos mais altos da política e do judiciário na capital federal. O Mounjaro, que é o medicamento mais recente e potente desse mercado de controle do apetite, virou o queridinho da elite brasiliense devido aos seus resultados impressionantes na balança em pouco tempo. O preço elevado do tratamento, que custa milhares de reais por mês nas farmácias, não parece ser um obstáculo para quem trabalha circulando pelos palácios de Brasília.

Especialistas em segurança digital apontam que o caso do STF serve de alerta para que os desenvolvedores de programas de inteligência artificial comecem a atualizar os seus códigos de leitura de imagem. Os softwares precisam aprender a reconhecer uma pessoa mesmo que ela passe por mudanças drásticas de peso ou faça cirurgias plásticas complexas no rosto. Enquanto a tecnologia não se moderniza para entender essas variações da vaidade humana, o trabalho manual de conferir o documento de identidade com foto continua sendo o método mais seguro.

O burburinho em torno da fofoca das canetas emagrecedoras no Supremo acabou virando motivo de piadas e comentários bem-humorados nos grupos de mensagens de advogados e servidores públicos da capital. Muita gente brinca que o uso do remédio virou um pré-requisito visual para conseguir despachar com estilo em Brasília. Por outro lado, médicos endocrinologistas aproveitam a exposição do assunto para lembrar que o uso desses medicamentos fortes deve ser feito com indicação para a saúde, e não apenas por motivos de estética ou para passar mais rápido pelas catracas.

Enquanto a poeira dessa confusão tecnológica não assenta, a rotina de atualizações no guichê de entrada do STF promete continuar intensa ao longo de todo o ano. A equipe de tecnologia da informação do tribunal segue monitorando os acessos para garantir que nenhum penetra se aproveite das falhas de leitura facial para invadir as dependências da corte. Os frequentadores, por sua vez, já sabem que, junto com a nova silhueta magra, precisarão ter um pouco de paciência para atualizar a foto do crachá.

No fim das contas, a história do reconhecimento facial confuso do Supremo mostra que as transformações da sociedade moderna sempre encontram um jeito curioso de desafiar a segurança do Estado. O tribunal que decide o futuro das leis do país precisou parar um pouco as suas atenções jurídicas para resolver um imprevisto técnico causado pelo mercado da perda de peso. A partir de agora, quem quiser circular pelos salões do STF precisará manter não apenas a ficha limpa na Justiça, mas também a sua foto bem atualizada com a realidade do espelho.

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