Uma conversa informal entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, chamou atenção durante a cúpula do Grupo dos Sete, realizada na França.
O diálogo ocorreu antes do início oficial de uma reunião entre líderes internacionais e foi parcialmente captado por uma equipe da agência de notícias Associated Press nesta quarta-feira, 16.
As imagens registraram o momento em que os dois chefes de Estado estavam sentados à mesa e conversavam próximos aos microfones instalados no local do encontro. Em um dos trechos divulgados, é possível ouvir Lula afirmar que o Brasil “não gosta de briga” e que o país “não tem divergência com nenhum país”. Na sequência, o presidente brasileiro declarou: “Eu não suporto o comportamento do governo americano”.
A conversa ocorreu em um ambiente de preparação para a abertura da sessão oficial da cúpula do G7, fórum que reúne algumas das maiores economias do mundo e convidados de outros países.
O Brasil participou do encontro como país convidado, mantendo reuniões bilaterais e contatos diplomáticos com diferentes líderes presentes no evento.
Após a divulgação do trecho pela imprensa internacional, as declarações passaram a repercutir em veículos de comunicação e nas redes sociais. O episódio também chamou atenção por envolver um comentário feito em um momento informal, antes do início da agenda pública da reunião.
O governo brasileiro e a Casa Branca mantêm relações diplomáticas e comerciais em diversas áreas, incluindo meio ambiente, energia, investimentos e cooperação internacional. Ao longo dos últimos anos, Brasil e Estados Unidos participaram de negociações e encontros em fóruns multilaterais sobre temas econômicos e geopolíticos.
A cúpula do G7 reúne líderes de países como Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão, além de representantes de outras nações convidadas. O encontro deste ano teve discussões voltadas para economia global, segurança internacional, transição energética e cooperação entre países.
As declarações registradas pela Associated Press passaram a integrar a cobertura internacional do evento e ampliaram a repercussão da participação brasileira na reunião do G7.