O governo de El Salvador oficializou uma norma que proíbe o uso da chamada linguagem neutra em escolas públicas e em órgãos vinculados ao Ministério da Educação. A medida foi anunciada pelo presidente Nayib Bukele e formalizada por meio do memorando nº 22-2025, assinado pela ministra da Educação, Karla Trigueros.
De acordo com o documento, expressões associadas à linguagem neutra não poderão ser utilizadas em materiais didáticos, documentos administrativos, comunicados internos e demais conteúdos produzidos dentro do sistema educacional público.
Entre os exemplos citados estão termos como “amigue”, “todxs”, “alune” e “jovenx”, que passaram a ser vetados nas instituições sob responsabilidade do ministério.
A decisão entrou em vigor em outubro de 2025 e possui aplicação obrigatória em todo o território salvadorenho. A determinação alcança escolas públicas, departamentos administrativos, programas educacionais e demais entidades subordinadas à pasta da Educação.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a medida tem como objetivo padronizar a comunicação oficial utilizada no sistema educacional e manter a utilização das formas linguísticas reconhecidas pela norma tradicional da língua espanhola.
O governo também informou que a orientação deverá ser seguida por servidores públicos, gestores escolares, professores e demais profissionais vinculados às instituições abrangidas pela regra.
A discussão sobre linguagem neutra tem sido tema recorrente em diversos países da América Latina e em outras regiões do mundo. O assunto envolve debates relacionados ao uso da língua em ambientes educacionais, documentos oficiais e formas de comunicação adotadas por instituições públicas e privadas.
Em El Salvador, a publicação do memorando estabeleceu diretrizes específicas para o setor educacional, definindo quais formas de escrita e comunicação poderão ser utilizadas nos materiais produzidos pelo Ministério da Educação.
A norma também orienta que conteúdos elaborados por órgãos subordinados sigam os padrões determinados pelo governo.
Após o anúncio, o tema passou a receber atenção da imprensa nacional e internacional, além de repercutir entre educadores, estudantes e representantes de diferentes setores da sociedade. A medida integra um conjunto de decisões administrativas relacionadas ao funcionamento do sistema educacional salvadorenho e à padronização dos documentos oficiais utilizados pelas instituições públicas de ensino.