Amanda Ribeiro tinha 10 anos quando desapareceu após sair de casa sozinha, no município de Anajás, localizado no arquipélago do Marajó, no Pará. O caso aconteceu em 7 de junho de 2022 e mobilizou familiares, moradores e equipes de segurança, que iniciaram buscas logo após a criança deixar de ser vista.
Imagens de câmeras de segurança registraram Amanda caminhando sozinha pelas ruas da cidade usando um vestido e um casaco preto. Depois desse momento, não houve mais informações sobre seu paradeiro.
Durante quatro dias, familiares percorreram diferentes pontos da região na esperança de encontrá-la com vida, enquanto a Polícia Civil conduzia as investigações.
Em 11 de junho de 2022, o corpo da menina foi localizado debaixo de um trapiche, às margens do Rio Anajás. A descoberta causou grande comoção entre os moradores da cidade e repercutiu em diversas partes do país.
Segundo a Polícia Civil, Amanda permaneceu por cerca de dois dias em cativeiro antes de ser morta. A investigação apontou que ela sofreu agressões durante o período em que ficou sob o poder dos criminosos.
Familiares informaram que o corpo apresentava graves lesões. Também foram levantadas suspeitas de violência sexual, informação que fez parte das apurações conduzidas pelas autoridades.
As investigações concluíram que Amanda não era o alvo inicial dos criminosos. De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado por uma cobrança relacionada a uma dívida de drogas atribuída ao pai da menina. A apuração indicou o envolvimento de integrantes de uma facção criminosa que atuava na região.
Josué dos Santos Gomes foi apontado como o mandante do assassinato, mas morreu durante uma troca de tiros com policiais antes de ser preso. Outro investigado, Jobson Miranda, foi detido e, em fevereiro de 2025, recebeu condenação de 29 anos e 45 dias de prisão pelo crime.
Uma adolescente de 16 anos, identificada como responsável por atrair Amanda até o local onde ocorreu o sequestro, foi submetida ao cumprimento de medidas socioeducativas.
Após o crime, a tia da menina relatou que o estado de decomposição do corpo impossibilitou a realização de um velório tradicional. Segundo ela, foi necessário utilizar uma caixa de madeira para o sepultamento. O caso permanece entre os episódios criminais de maior repercussão registrados no arquipélago do Marajó.