O Partido Liberal iniciou um processo de expulsão contra o prefeito de Pará de Minas, Inácio Franco, após declarações públicas de apoio à pré-candidata ao Senado Marília Campos, filiada ao Partido dos Trabalhadores.
A manifestação do prefeito foi divulgada nas redes sociais da própria pré-candidata e repercutiu entre lideranças políticas de Minas Gerais.
O posicionamento de Inácio Franco provocou reação dentro do Partido Liberal, que considerou a atitude incompatível com diretrizes internas da legenda.
Representantes do partido afirmaram que o apoio a uma integrante do PT contraria resoluções e princípios defendidos pela sigla. O caso passou a ser tratado internamente como infração ao estatuto partidário e ao código de ética da legenda.
Entre os nomes que comentaram o episódio está o deputado federal Domingos Sávio, ex-presidente estadual do PL em Minas Gerais. Em entrevista, ele declarou surpresa com a postura do prefeito e afirmou não concordar com a decisão do correligionário.
O parlamentar também relembrou a longa convivência política entre ambos e classificou o posicionamento como incompatível com a linha adotada pelo partido.
Outro integrante da legenda, o deputado federal Junio Amaral, apresentou representação formal solicitando providências contra o prefeito. Já o deputado Zé Vitor declarou que o episódio representa um desalinhamento em relação às propostas defendidas pelo partido.
Durante visita de Marília Campos à cidade de Pará de Minas, Inácio Franco comentou publicamente o apoio à pré-candidata.
Segundo ele, a decisão foi baseada na relação pessoal construída ao longo da trajetória política dos dois, incluindo o período em que atuaram juntos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
O episódio ampliou debates políticos em Minas Gerais e gerou repercussão entre apoiadores de diferentes partidos. A situação também evidenciou divergências internas dentro do PL sobre alianças e posicionamentos para as próximas disputas eleitorais.