O clima de comemoração e pura confiança tomou conta das ruas e dos vestiários da Noruega logo após a equipe garantir uma classificação histórica para as oitavas de final da Copa do Mundo. Logo depois do apito final na vitória suada por 2 a 1 sobre a boa seleção da Costa do Marfim, resultado que carimbou de vez o passaporte do time europeu para a fase de mata-mata, o técnico Ståle Solbakken não conseguiu e nem fez questão de esconder a sua imensa empolgação com o feito. O comandante norueguês aproveitou o calor do momento para direcionar um recado bem direto, curto e grosso ao atual comandante da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti.
Ainda dentro das dependências do vestiário do estádio, diante de todo o elenco de jogadores e da comissão técnica, o treinador fez um discurso emocionado para celebrar a vaga conquistada e destacou o tamanho da importância daquele resultado para a história recente do futebol norueguês. Depois de parabenizar o grupo pelo esforço físico e pela aplicação tática demonstrada em campo, Solbakken mudou o tom e decidiu projetar o próximo grande desafio da equipe no torneio mundial, citando o nome do técnico do Brasil em um tom visivelmente provocativo e descontraído.
O treinador norueguês disparou uma frase que ecoou forte e serviu para inflamar ainda mais o espírito dos atletas para a sequência da competição de seleções. Ele avisou aos seus comandados que eles deveriam aproveitar muito aquela noite de festa, mas emendou mandando um recado dizendo que eles iriam atrás de Carlo Ancelotti no próximo jogo. A declaração ousada foi recebida com uma explosão de aplausos, gritos de incentivo e muita comemoração por parte dos jogadores, que compraram o barulho do chefe e entraram na onda de otimismo para o mata-mata.
Para quem não se lembra ou não costuma acompanhar as estatísticas históricas do futebol, essa classificação possui um peso dramático e nostálgico gigantesco para os torcedores do país nórdico. A seleção da Noruega não conseguia alcançar a fase eliminatória de uma Copa do Mundo desde o distante ano de 1998, que foi justamente a edição histórica na qual eles conseguiram o feito de vencer o próprio Brasil por 2 a 1, de virada, ainda na fase de grupos daquele torneio realizado na França.
Agora, exatos vinte e oito anos depois daquela tarde mágica em solo francês, a equipe europeia volta a avançar para a fase aguda de um Mundial de futebol e chega extremamente embalada e sem medo para encarar novamente a Seleção Brasileira nas oitavas de final. O tom de deboche e a provocação sadia adotados pelo treinador funcionam como um combustível perfeito para apimentar a rivalidade e mostram que os noruegueses não pretendem entrar em campo apenas para assistir ao favoritismo dos astros do Brasil.
Os analistas esportivos que acompanham a rotina da Copa explicam que esse tipo de postura pública mais ousada e irreverente faz parte da personalidade forte de Ståle Solbakken, que gosta de chamar a responsabilidade para si e tirar o peso das costas dos seus atletas mais jovens. Ao desafiar abertamente uma lenda dos bancos de reservas como Carlo Ancelotti, o técnico norueguês consegue criar uma atmosfera de união e coragem dentro do seu grupo, transformando o time em um franco-atirador perigoso e muito motivado.
Por outro lado, a repercussão da frase provocativa chegou rapidamente aos ouvidos da comissão técnica e dos jogadores da Seleção Brasileira na concentração, gerando comentários e debates sobre como responder à altura dentro das quatro linhas. Carlo Ancelotti, conhecido mundialmente por seu estilo calmo, elegante e avesso a polêmicas baratas na imprensa, deve utilizar o vídeo da comemoração norueguesa como uma ferramenta de motivação interna nas palestras antes dos treinamentos táticos da semana.
Os jogadores brasileiros sabem que o favoritismo do confronto está todo do lado do Brasil devido ao peso da camisa pentacampeã e à qualidade técnica individual do elenco, mas também entendem que o futebol moderno não aceita mais salto alto ou desatenção. A ordem interna na reapresentação do grupo em solo brasileiro é manter o foco total no trabalho e responder aos deboches dos adversários com gols, posse de bola agressiva e uma marcação sufocante desde os primeiros minutos de jogo na arena.
Nas redes sociais e nos fóruns de discussão sobre futebol na internet, os torcedores brasileiros receberam a provocação do técnico nórdico com uma mistura de bom humor, memes criativos e também algumas cobranças pesadas para que os atacantes resolvam a partida sem sustos. Muitos lembraram o fantasma da derrota de 1998 para avisar que a Noruega historicamente sabe como armar uma retranca eficiente e que o Brasil precisará de muita paciência e criatividade para furar o bloqueio defensivo rival.
A expectativa para o dia do confronto das oitavas de final é gigantesca, e as emissoras de televisão que transmitem a Copa já começaram a produzir matérias especiais relembrando o histórico de confrontos entre os dois países e analisando o duelo tático entre a escola italiana de Ancelotti e o estilo físico e direto de Solbakken. O jogo promete parar os dois países e atrair a atenção de milhões de espectadores neutros que adoram ver uma boa história de Davi contra Golias no esporte mais popular do planeta.
Os preparadores físicos da seleção norueguesa correm contra o tempo para recuperar os atletas que terminaram a partida contra a Costa do Marfim exaustos e com dores musculares, já que o estilo de jogo da equipe exige um desgaste físico tremendo para fechar os espaços. Solbakken sabe que, para ter qualquer chance real de eliminar o Brasil, a sua equipe precisará fazer uma partida perfeita na defesa e contar com o oportunismo dos seus atacantes nas poucas bolas paradas ou contra-ataques que surgirem ao longo dos noventa minutos.
No final das contas, o desfecho desse novo capítulo de provocação nos bastidores da Copa do Mundo deixa uma lição muito nítida, divertida e bastante realista sobre a beleza e a imprevisibilidade que tornam o futebol um esporte tão apaixonante. As frases de efeito ditas nos vestiários e as gracinhas da imprensa perdem o valor assim que o árbitro apita o início do jogo e a bola começa a rolar no gramado. A sociedade acompanha a contagem regressiva para esse jogão esperando que as equipes apresentem um grande espetáculo de futebol e que o espírito esportivo prevaleça de forma exemplar.