Em 1979, a Suécia protagonizou um episódio que ficou marcado na história dos direitos LGBTQIA+.
Na época, a homossexualidade ainda era considerada uma doença pelo sistema oficial de classificação médica do país, situação que gerava críticas de movimentos sociais e organizações ligadas aos direitos civis.
Em meio aos protestos, ativistas encontraram uma forma incomum de chamar atenção para o tema. Diversas pessoas começaram a telefonar para seus locais de trabalho afirmando que não poderiam comparecer porque estavam “gays demais para trabalhar”.
A ação rapidamente ganhou repercussão e passou a simbolizar a insatisfação de parte da população com a classificação adotada pelas autoridades de saúde.
O protesto tinha como objetivo questionar a lógica de considerar a homossexualidade uma doença. Os participantes buscavam demonstrar, de maneira irônica, que a orientação sexual não poderia ser tratada como condição médica incapacitante. O movimento também ajudou a ampliar o debate público sobre direitos individuais e discriminação.
Naquele período, grupos LGBTQIA+ organizavam manifestações em diferentes cidades suecas. A pressão de ativistas e organizações civis aumentou ao longo do ano, levando autoridades a revisarem a classificação oficial adotada no país.
Ainda em 1979, a Suécia decidiu retirar a homossexualidade da lista de doenças. A medida foi considerada um marco importante para os direitos LGBTQIA+ e passou a ser lembrada em debates sobre políticas de saúde, diversidade e inclusão social.
Anos depois, outros países também revisaram normas semelhantes. Em 1990, a Organização Mundial da Saúde retirou oficialmente a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. A decisão da OMS passou a influenciar políticas públicas e legislações em diferentes partes do mundo.
O episódio ocorrido na Suécia segue sendo citado em livros, reportagens e estudos sobre movimentos sociais.
A frase usada pelos manifestantes durante os telefonemas acabou se tornando um dos símbolos mais conhecidos daquele protesto realizado no fim da década de 1970.