O ex-deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou que novas medidas dos Estados Unidos envolvendo o Brasil ainda poderão ser anunciadas após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As declarações foram feitas após reuniões realizadas por integrantes da família Bolsonaro com autoridades americanas.
Segundo Eduardo Bolsonaro, encontros ocorreram nos Estados Unidos ao lado do senador Flávio Bolsonaro para tratar de temas relacionados à segurança pública, crime organizado e cenário político brasileiro.
Durante entrevista, o ex-parlamentar declarou que “há mais por vir” em relação às ações discutidas com representantes do governo americano.
Eduardo também comentou a decisão dos Estados Unidos de incluir as facções brasileiras em listas ligadas ao combate internacional ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.
Em declaração pública, afirmou sentir “a sensação de dever cumprido” após o anúncio das medidas americanas e atribuiu a iniciativa ao trabalho realizado por Flávio Bolsonaro durante encontros em território americano.
As reuniões mencionadas ocorreram após autoridades dos Estados Unidos confirmarem a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas globais. A medida prevê sanções financeiras, bloqueio de bens e restrições para pessoas físicas, empresas e grupos suspeitos de manter relações financeiras ou materiais com integrantes das facções.
O influenciador Paulo Figueiredo também comentou os encontros realizados nos Estados Unidos. Segundo ele, durante conversas ocorridas na Casa Branca, foi discutida a possibilidade de retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.
A legislação americana permite sanções contra indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção em nível internacional.
As informações relacionadas às reuniões e declarações foram divulgadas pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Até o momento, autoridades americanas não confirmaram oficialmente novas medidas além da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
O tema passou a gerar repercussão política no Brasil e ampliou debates sobre relações diplomáticas entre os dois países, segurança pública e cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional.