In El Salvador, uma decisão do governo determinou que pessoas privadas de liberdade passem a ser utilizadas em atividades de manutenção em áreas públicas, como o corte de grama e a limpeza das margens de rodovias em diferentes regiões do país.
Segundo a justificativa apresentada pelo presidente, a medida tem como objetivo reorganizar as funções das forças de segurança, permitindo que militares se concentrem exclusivamente em ações de proteção da população e no enfrentamento de grupos criminosos.
Dessa forma, tarefas consideradas operacionais e de manutenção urbana seriam assumidas pelos detentos.
A decisão ganhou ampla repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram presos realizando o trabalho nas estradas sob supervisão de agentes do Estado.
As imagens geraram debates públicos dentro e fora do país, chamando atenção para a forma como o sistema penitenciário está sendo utilizado.
O governo afirma que a iniciativa integra um conjunto mais amplo de medidas ligadas ao plano nacional de segurança, que busca reduzir a criminalidade e otimizar o uso dos recursos públicos.
Para os defensores da proposta, a ação contribui para a conservação das rodovias, melhora a aparência dos espaços públicos e pode diminuir custos de manutenção estatal.
Por outro lado, críticos questionam as condições em que esse trabalho é realizado, levantando discussões sobre direitos dos presos, possíveis abusos e o caráter compulsório das atividades. Organizações e analistas também debatem se esse tipo de prática deve ou não ser considerado parte do processo de ressocialização.
O tema segue em discussão, dividindo opiniões entre quem vê a iniciativa como uma solução prática para problemas de infraestrutura e segurança, e quem aponta riscos éticos e jurídicos na utilização da mão de obra carcerária para serviços públicos.