O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) declarou que a eventual extinção da escala 6×1 poderia proporcionar aos trabalhadores mais tempo para atividades pessoais, durante discurso realizado na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira, enquanto o plenário analisava uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre jornada de trabalho.
Durante sua fala, o parlamentar manifestou apoio à proposta, afirmando que a mudança poderia impactar a qualidade de vida e a organização familiar dos trabalhadores.
Ele mencionou que a adoção do modelo 5×2 ampliaria o tempo de convivência familiar e possibilitaria maior cuidado com a saúde e com a vida pessoal.
Em outro trecho do discurso, Isidório afirmou que, com mais tempo livre, os trabalhadores poderiam ampliar o número de filhos e ter mais momentos de convivência íntima, além de utilizar uma expressão popular ao mencionar a possibilidade de “fazer sexo com mais tranquilidade”.
O deputado também fez comparações entre a rotina atual de trabalho e condições de exploração, destacando a importância de reconhecer direitos trabalhistas e a dignidade dos trabalhadores. Ele afirmou que empregados não devem ser tratados como escravos e reforçou a necessidade de valorização do trabalho humano.
A PEC em discussão na Câmara propõe mudanças na jornada semanal, incluindo a redução do limite de horas trabalhadas de 44 para 40 horas, além da substituição da escala 6×1 por um modelo de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.
O texto também prevê que a transição para o novo formato seja realizada de maneira gradual, com etapas de implementação após a promulgação da proposta. A matéria ainda precisa ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado Federal.
O tema segue em debate no Congresso Nacional, onde diferentes parlamentares analisam os impactos da proposta sobre a organização do mercado de trabalho e a legislação vigente, conforme o andamento da tramitação da PEC nas duas Casas legislativas.
Após a votação na Câmara, a proposta segue para análise no Senado Federal, etapa necessária para continuidade do processo legislativo previsto na Constituição.
Sem definição final até o momento em andamento no país