O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou projeções relacionadas ao desempenho da economia brasileira em um cenário de curto e médio prazo, durante reunião com integrantes do governo em Brasília.
Segundo ele, há expectativa de que o país registre resultados positivos no segundo trimestre de 2026, com indicadores econômicos em trajetória de melhoria em diferentes setores.
No encontro, o ministro destacou que as equipes econômicas têm trabalhado em medidas voltadas à manutenção da estabilidade fiscal e ao fortalecimento das condições de crescimento sustentável.
De acordo com as informações apresentadas, o governo também busca direcionar recursos e políticas públicas para ampliar o impacto sobre a renda e o bem-estar da população.
Durigan mencionou ainda a necessidade de monitoramento de fatores externos que podem influenciar a economia brasileira. Entre esses fatores, foram citados desdobramentos de tensões internacionais envolvendo Irã e Estados Unidos, com possíveis reflexos em áreas como energia, comércio exterior e variações de preços no mercado global. O ministro afirmou que o acompanhamento desses eventos faz parte do planejamento econômico em andamento.
Outro ponto abordado foi a meta relacionada ao controle da inflação. O governo trabalha com o objetivo de encerrar o período de gestão com o índice inflacionário abaixo de 5%, de acordo com as projeções apresentadas. Para isso, são consideradas políticas voltadas ao equilíbrio entre arrecadação, gastos públicos e estímulo à atividade econômica.
Na área de empreendedorismo, o ministro citou propostas relacionadas ao Microempreendedor Individual (MEI). Entre as mudanças em discussão, está a possibilidade de ampliação do limite de faturamento anual permitido para essa categoria.
Também foi mencionada a proposta de flexibilização das regras de contratação, incluindo a autorização para que o MEI possa empregar um segundo trabalhador formalmente registrado.
As medidas fazem parte de um conjunto de ações voltadas à ampliação da formalização de pequenos negócios e ao incentivo à atividade empreendedora no país.
Segundo o ministério, o objetivo é avaliar ajustes no regime do MEI para adequar o modelo às mudanças no mercado de trabalho e às demandas de diferentes setores produtivos.