Médico viaja para a África e opera mais de 100 crianças gratuitamente: “Elas me fazem sentir que sirvo para alguma coisa na vida”

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Mariano Ojeda é um cirurgião pediátrico argentino que tem se dedicado ao atendimento de crianças com malformações congênitas, unindo sua atuação profissional a projetos de caráter humanitário.

Ao longo dos últimos anos, o médico passou a participar de missões voltadas ao tratamento gratuito de pacientes em Angola, país onde muitas famílias enfrentam dificuldades para acessar procedimentos cirúrgicos especializados.

Especializado em cirurgia infantil, Mariano realiza operações em crianças com lábio leporino, fenda palatina e outras alterações congênitas que podem comprometer a alimentação, a fala, a respiração e o desenvolvimento social. Em diversas viagens ao continente africano, ele contribuiu para que mais de 100 crianças recebessem tratamento sem custos para suas famílias.

Em muitas regiões de Angola, o acesso a profissionais especializados ainda é limitado. A escassez de recursos, equipamentos e equipes médicas faz com que diversas crianças aguardem por anos até conseguirem atendimento.

Diante desse cenário, iniciativas conduzidas por médicos voluntários representam uma oportunidade para ampliar o acesso a procedimentos que podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Além de realizar cirurgias, Mariano também participa da capacitação de profissionais da saúde no país africano. O objetivo é compartilhar conhecimentos e técnicas com médicos locais, fortalecendo a estrutura de atendimento e permitindo que mais pacientes sejam tratados mesmo após o encerramento das missões internacionais.

A trajetória do cirurgião tem forte influência familiar. Mariano seguiu os passos do pai, Aníbal Ojeda, também cirurgião pediátrico, que construiu uma carreira voltada ao tratamento de crianças com malformações congênitas e atuou durante décadas em projetos destinados a pacientes em situação de vulnerabilidade.

As ações desenvolvidas pela família contam ainda com o apoio de organizações parceiras voltadas ao atendimento de crianças com fissuras labiopalatinas.

Entre elas está a Smile Train, instituição internacional conhecida por financiar tratamentos gratuitos e oferecer programas de treinamento para profissionais da área da saúde em diversos países.

O trabalho desenvolvido por Mariano Ojeda demonstra a importância da cooperação entre profissionais, instituições e organizações dedicadas à saúde infantil. Além de oferecer atendimento especializado, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o acesso à cirurgia pediátrica em regiões com poucos recursos, promovendo a formação de equipes locais e fortalecendo o atendimento médico.

Dessa forma, crianças que antes tinham poucas perspectivas de tratamento passam a contar com novas oportunidades de acompanhamento e reabilitação.

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