Instituto Butantan anuncia pomada capaz de curar feridas sem deixar queloide

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Pesquisadoras do Instituto Butantan desenvolveram uma pomada cicatrizante experimental a partir de um composto bioativo obtido de um fungo encontrado no bioma da Caatinga.

A nova formulação foi criada com o objetivo de estimular a regeneração da pele e favorecer o processo de cicatrização sem a formação de marcas aparentes ou queloides, resultado que chamou a atenção durante os estudos realizados até o momento.

O desenvolvimento da tecnologia ocorreu em parceria com a empresa BiotechnoScience, que participou das etapas de pesquisa voltadas à identificação e ao aproveitamento das propriedades do composto.

O trabalho reúne conhecimentos das áreas de biotecnologia, microbiologia e medicina regenerativa para buscar alternativas aos tratamentos atualmente disponíveis para lesões na pele.

Nos testes pré-clínicos, a substância apresentou desempenho considerado superior ao de produtos convencionais em relação à produção de colágeno, proteína essencial para a recuperação dos tecidos.

O colágeno participa diretamente da reconstrução da pele após cortes, queimaduras e procedimentos cirúrgicos, sendo um dos principais responsáveis pela resistência e elasticidade da região lesionada.

Segundo as informações divulgadas pelos pesquisadores, a ação do composto favoreceu uma regeneração mais organizada dos tecidos, reduzindo a possibilidade de cicatrizes elevadas e da formação de queloides. Esses resultados foram observados durante os estudos iniciais, etapa necessária antes da realização de testes em seres humanos.

Apesar dos resultados promissores, a pomada ainda não está disponível para uso clínico. O produto aguarda a realização dos ensaios clínicos, fase destinada à avaliação da segurança e da eficácia em voluntários. Somente após a conclusão dessas etapas e da análise pelos órgãos reguladores será possível considerar sua utilização em larga escala.

A pesquisa também destaca o potencial da biodiversidade brasileira para o desenvolvimento de novas tecnologias na área da saúde. O fungo utilizado na produção do composto foi identificado na Caatinga, bioma exclusivo do Brasil que abriga uma grande variedade de espécies ainda pouco exploradas pela ciência.

Caso os estudos clínicos confirmem os resultados obtidos até agora, a pomada poderá ampliar as opções de tratamento para pacientes que necessitam de recuperação da pele após acidentes, queimaduras, cirurgias e outras lesões que exigem cicatrização eficiente e regeneração dos tecidos.

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