A influenciadora digital Yolanda Panda, que se apresenta como travesti e também afirma ter posicionamentos conservadores, publicou um vídeo nas redes sociais comentando de forma crítica declarações e debates envolvendo a deputada federal Erika Hilton.
A manifestação ganhou visibilidade principalmente por estar ligada a discussões recentes sobre reconhecimento de gênero em documentos internacionais.
Na gravação, Yolanda expressa sua opinião de maneira direta ao afirmar que, em sua visão, travestis não devem ser identificadas como mulheres.
Ela também questiona a presença de mulheres trans em espaços destinados ao público feminino, trazendo à tona um debate já recorrente nas redes sociais sobre identidade de gênero e definição de categorias sociais.
Durante o vídeo, a influenciadora aborda ainda temas como o uso de banheiros femininos e a adoção de termos neutros em discussões institucionais, como “pessoas que gestam”. Segundo ela, essas mudanças linguísticas e sociais geram dúvidas e deveriam ser mais debatidas pela sociedade. O conteúdo foi apresentado em tom de opinião pessoal, com a intenção de defender suas próprias interpretações sobre o assunto.
Yolanda também afirma que mantém respeito em diferentes ambientes políticos e menciona sua relação com grupos ligados ao Partido Liberal (PL), destacando que sua posição não estaria associada a ataques pessoais, mas sim a uma defesa de princípios que ela considera importantes.
Ainda no vídeo, ela reforça a ideia de que travestis devem ser reconhecidas como tal, sem serem incluídas na categoria de mulheres.
Ao longo da manifestação, a influenciadora utiliza argumentos baseados em características biológicas, como menstruação, gestação e parto, para sustentar sua visão de diferenciação entre mulheres cisgênero e mulheres trans.
Esses pontos foram apresentados como parte de sua linha de raciocínio dentro do debate sobre identidade de gênero.
A publicação rapidamente circulou em diferentes plataformas, gerando reações variadas entre usuários. Enquanto alguns concordaram com o posicionamento exposto, outros contestaram as declarações, ampliando a discussão nas redes sociais.
O vídeo segue repercutindo como mais um exemplo de como temas ligados a gênero e identidade continuam gerando debates intensos no ambiente digital.