Novos dados econômicos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) indicam que a inflação na Argentina voltou a desacelerar em abril, registrando 2,6% no período.
O resultado representa uma leve trégua no cenário econômico do país e ocorre em meio às políticas adotadas pelo governo do presidente Javier Milei.
De acordo com o relatório publicado na quinta-feira (14), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também apresentou uma queda em sua variação anual, chegando a 32,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
O desempenho reforça a tendência de desaceleração observada nos últimos meses, ainda que o país continue enfrentando níveis elevados de inflação em termos históricos.
A análise detalhada do Indec mostra que os preços dos bens tiveram uma variação positiva de 2,5% em abril em relação ao mês de março.
Já o setor de serviços registrou alta de 2,6% no mesmo período. No acumulado anual, os bens apresentaram aumento de 27,4%, enquanto os serviços chegaram a 43,1%, evidenciando uma diferença significativa entre os dois segmentos da economia.
Esses números refletem um cenário econômico ainda desafiador, mas com sinais de desaceleração em relação a períodos anteriores, quando a inflação atingia patamares muito mais elevados.
A redução do ritmo de alta dos preços tem sido acompanhada de perto por analistas e pelo mercado financeiro, que avaliam os efeitos das medidas econômicas em andamento.
O comportamento da inflação é um dos principais indicadores observados na Argentina, especialmente diante das mudanças estruturais propostas pelo governo atual. A evolução dos preços impacta diretamente o poder de compra da população e influencia decisões econômicas em diversos setores.
Apesar da desaceleração registrada, especialistas ressaltam que o cenário ainda exige cautela, já que a estabilidade econômica depende de fatores internos e externos. A trajetória da inflação nos próximos meses será determinante para avaliar a consolidação ou não dessa tendência de queda.