O sacerdote católico Frei Gilson foi alvo de uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (5).
A representação foi apresentada pelo jornalista e ex-noviço Brendo Silva, que acusa o religioso de fazer declarações consideradas discriminatórias contra mulheres e a comunidade LGBT+ durante pregações religiosas e publicações nas redes sociais.
Segundo as informações divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles, o documento entregue ao MPSP reúne vídeos e registros de falas do sacerdote.
Entre os trechos citados na denúncia estão declarações em que Frei Gilson utiliza o termo “homossexualismo”, expressão considerada inadequada por especialistas e entidades da área da saúde e dos direitos humanos. O denunciante afirma ainda que o religioso teria classificado a orientação sexual de pessoas LGBT+ como “desordem” e “depravação grave”.
A representação também menciona sermões em que o padre defende a submissão feminina aos homens, algo que gerou críticas nas redes sociais e reacendeu debates sobre discursos religiosos e limites da liberdade de expressão.
No documento encaminhado aos promotores, Brendo Silva afirma que manifestações religiosas não podem ser usadas para incentivar preconceitos. “Liberdade religiosa não é liberdade para odiar”, escreveu o jornalista na denúncia.
Até o momento, o Ministério Público de São Paulo não divulgou oficialmente se abrirá investigação sobre o caso. Por isso, a denúncia ainda é tratada apenas como uma representação em análise, sem existência confirmada de ação penal, condenação ou procedimento formal instaurado.
O caso deverá passar por avaliação preliminar dos promotores responsáveis antes de qualquer decisão.
A repercussão do episódio dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto apoiadores de Frei Gilson afirmam que o religioso apenas expressou posições ligadas à doutrina católica, críticos defendem que discursos públicos não podem ultrapassar limites que incentivem discriminação ou intolerância.
Até a publicação desta reportagem, Frei Gilson não havia se pronunciado publicamente sobre a denúncia apresentada ao Ministério Público. O caso segue repercutindo e pode levantar novos debates sobre religião, liberdade de expressão e direitos civis no Brasil.