O ex-prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira (PL), voltou a repercutir após uma declaração feita durante participação no programa Prato Limpo, exibido pelo Canal ADESSO TV.
Na entrevista, ele comentou ações de fiscalização relacionadas ao Programa Bolsa Família na Serra Gaúcha e apresentou críticas ao formato de concessão do benefício.
Durante a fala, o ex-gestor afirmou considerar inadequado que determinados perfis de beneficiários recebam o auxílio social.
Ele citou, como exemplo, homens solteiros, sem filhos e em idade produtiva, classificando essa situação como uma “aberração”. A declaração foi dada no contexto de uma discussão sobre revisões cadastrais realizadas no município e medidas adotadas para verificar a regularidade dos beneficiários.
A fala rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e passou a ser compartilhada em diferentes plataformas digitais.
O tema reacendeu debates já existentes sobre critérios de acesso a programas sociais e sobre a forma como a fiscalização desses benefícios é conduzida por administrações municipais e pelo governo federal.
Nos últimos anos, Bento Gonçalves adotou uma série de ações voltadas à revisão de cadastros do Bolsa Família. Entre elas, estiveram visitas domiciliares e cruzamento de dados administrativos com o objetivo de identificar possíveis inconsistências.
Segundo informações divulgadas pela própria gestão municipal, essas medidas teriam impactado diretamente no número de famílias atendidas pelo programa.
De acordo com dados apresentados pela prefeitura, houve uma redução significativa no total de beneficiários cadastrados entre 2024 e 2026.
O número de famílias teria caído de cerca de 2,1 mil para aproximadamente 1,2 mil após a implementação das ações de fiscalização e atualização cadastral.
A declaração do ex-prefeito e os números divulgados passaram a integrar discussões mais amplas sobre políticas públicas de assistência social, critérios de elegibilidade e o papel das administrações locais na gestão de programas de transferência de renda.