Deputado propõe prisão para quem insistir em fazer barulho excessivo com carros e motos nas ruas

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Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende endurecer as punições para condutores que utilizam veículos com modificações destinadas a aumentar o nível de ruído acima dos limites permitidos.

A proposta busca atingir principalmente casos envolvendo motocicletas com escapamentos adulterados, automóveis com sistemas de descarga modificados e outros equipamentos alterados para produzir sons excessivos em vias públicas.

O texto do Projeto de Lei 4573/2025 prevê que a reincidência desse tipo de infração dentro de um período de 12 meses passe a ser tratada como contravenção penal.

Atualmente, situações relacionadas ao excesso de ruído costumam resultar em penalidades administrativas, como multas e outras medidas previstas pela legislação de trânsito.

De acordo com a proposta, o condutor que voltar a cometer a infração dentro do prazo estabelecido poderá ser punido com prisão simples ou multa de R$ 1 mil.

Caso ocorra uma nova reincidência, o valor da multa poderá ser dobrado. A intenção é ampliar as consequências para quem continuar descumprindo as regras após já ter sido autuado anteriormente.

A justificativa apresentada para a medida aponta que as penalidades atualmente aplicadas não têm sido suficientes para impedir a repetição desse tipo de conduta. Segundo o entendimento exposto no projeto, parte dos infratores continua realizando alterações nos veículos e circulando com níveis elevados de ruído mesmo após receber sanções administrativas.

O debate sobre a questão envolve impactos que vão além do trânsito. O excesso de barulho produzido por veículos pode afetar a rotina de moradores, especialmente em áreas residenciais.

Entre os aspectos frequentemente citados estão as dificuldades relacionadas ao descanso, ao sono e à realização de atividades diárias em locais expostos a ruídos constantes.

O projeto ainda passará pelas etapas de análise e votação previstas no processo legislativo. Para que as mudanças entrem em vigor, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, além de seguir os demais procedimentos necessários para sua eventual transformação em lei.

Enquanto a tramitação continua, a discussão permanece aberta entre aqueles que defendem o aumento das punições e os que consideram mais eficaz o reforço da fiscalização das normas já existentes.

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