Os bastidores das investigações policiais que envolvem grandes celebridades da internet sempre despertam uma curiosidade imensa no público, e os detalhes de um dos episódios mais comentados do mundo dos famosos voltaram à tona de um jeito bem sincero. A delegada Maria Corsato, que foi a responsável por conduzir uma das primeiras e principais investigações oficiais contra a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, resolveu relembrar como foi o dia em que sua equipe entrou na mansão da famosa. A revelação aconteceu em um momento em que o nome da influenciadora voltou a estampar as manchetes dos portais de fofoca por conta de novos desdobramentos de seus problemas com a Justiça.
A policial abriu o jogo e contou detalhes inéditos sobre a operação de busca e apreensão durante a sua participação no podcast Café com Pires, um programa que é comandado pelo também policial Léo Pires e que costuma debater casos criminais famosos. Na conversa, que adotou um tom bastante descontraído e direto, a delegada fez questão de explicar que, apesar de toda a pressão que envolve um caso com tanta visibilidade na mídia, a equipe policial tentou agir com o máximo de respeito e cuidado. O foco principal da preocupação de Maria Corsato no momento da abordagem era a presença de Valentina, a filha caçula de Deolane, que ainda é uma criança.
No relato dado ao podcast, a investigadora relembrou as palavras exatas que usou ao conversar com a influenciadora logo no início da operação dentro do imóvel de luxo. Corsato explicou para Deolane que sabia da existência da menina e que não achava correto ou saudável que uma criança pequena presenciasse aquela movimentação intensa de policiais armados e viaturas dentro de seu próprio lar. A intenção da delegada era preservar o bem-estar psicológico da menor, evitando um trauma desnecessário no meio daquela confusão jurídica que tomava conta da família.
A estratégia montada pela delegada para proteger a filha da advogada envolveu um planejamento sobre a ordem em que os cômodos da mansão seriam vistoriados pelos agentes da lei. Ela orientou Deolane a deixar o quarto onde a menina estava como o último local a ser revistado pela equipe de investigação da Polícia Civil. O combinado era que, quando chegasse o momento de entrar naquele espaço específico, a influenciadora deveria retirar a filha dali de forma discreta e levá-la para outro cômodo que já tivesse sido vistoriado, mantendo a criança longe dos olhares dos policiais.
Ainda durante o bate-papo com Léo Pires, a delegada surpreendeu os ouvintes ao revelar o que de fato foi encontrado dentro dos armários e cofres da influenciadora, contrastando fortemente com a ostentação que a famosa costuma exibir diariamente em suas redes sociais. Maria Corsato disparou que a operação foi realizada exatamente da forma combinada, mas que a equipe não encontrou grandes quantias de dinheiro em espécie escondidas pela casa. O maior choque, porém, ficou por conta da avaliação dos objetos de valor que estavam guardados no closet da influenciadora.
De acordo com as lembranças da delegada de polícia, a coleção de relógios de marcas famosas internacionais e as joias pesadas que Deolane Bezerra utilizava em suas fotos e vídeos na internet não eram peças originais de alta joalheria. A investigadora afirmou categoricamente que os adereços eram todos falsos, funcionando como réplicas dos modelos de luxo que custam fortunas no mercado internacional. Mesmo constatando que os produtos não tinham o valor de mercado esperado, a equipe policial decidiu recolher os objetos para que eles passassem por uma análise detalhada na delegacia.
Além dos relógios e das joias de procedência duvidosa, os agentes de segurança também recolheram alguns aparelhos eletrônicos de uso pessoal da advogada que podiam conter mensagens e históricos de transações financeiras importantes para o andamento do inquérito. A delegada recordou que foram levados um computador de tamanho pequenininho e o aparelho celular que Deolane estava utilizando no momento da abordagem na mansão. Esses eletrônicos foram colocados em sacos de evidência lacrados para garantir que as provas digitais não fossem apagadas remotamente.
Maria Corsato fez questão de reforçar que todo o procedimento de apreensão foi feito de maneira transparente e dentro da total legalidade, seguindo à risca as regras do Código de Processo Penal brasileiro. Para evitar qualquer tipo de acusação posterior de abuso de autoridade ou sumiço de bens, a delegada reuniu todos os objetos confiscados e os colocou sobre a mesa da sala principal da casa. Diante das câmeras que filmavam toda a ação dos policiais, Deolane conferiu a lista de itens recolhidos e assinou os documentos oficiais sem apresentar resistência.
A policial civil detalhou que nenhum objeto de uso pessoal pertencente aos outros membros da família ou aos funcionários da residência foi tocado ou levado pelas equipes de investigação. A operação de busca e apreensão naquele endereço foi considerada encerrada após a assinatura dos papéis pela influenciadora. No entanto, o trabalho dos policiais naquele dia ainda não estava totalmente concluído, já que as ordens judiciais expedidas pela comarca também previam o recolhimento de bens automotivos que estavam registrados no nome da investigada.
Em um segundo momento daquela mesma operação policial, as equipes saíram da parte interna da mansão para cumprir o restante do mandado judicial que mirava as garagens da influenciadora. Maria Corsato relembrou que os carros de luxo que pertenciam a Deolane Bezerra e que estavam estacionados no condomínio foram devidamente guinchados e trazidos para o pátio oficial da delegacia de polícia. Os veículos de alto padrão também entraram na lista de bens bloqueados pela Justiça para garantir o pagamento de eventuais multas e processos.
A entrevista da delegada acabou viralizando rapidamente nos perfis de fofoca e gerou uma onda imensa de comentários e debates entre os seguidores de Deolane, que sempre dividiram opiniões sobre a veracidade do estilo de vida milionário da famosa. Enquanto os críticos da advogada aproveitaram a fala da policial para fazer piadas sobre a ostentação de joias falsas, os defensores da influenciadora argumentaram que o uso de réplicas é uma prática comum entre pessoas ricas e famosas por questões óbvias de segurança pessoal contra assaltos em eventos públicos.
No final das contas, o relato sincero e realista da delegada Maria Corsato no podcast deixa uma lição clara sobre a distância que muitas vezes existe entre a vida perfeita mostrada nas telas dos celulares e a realidade nua e crua dos processos judiciais. O universo dos influenciadores digitais vive de aparências e de narrativas de sucesso, mas o trabalho da polícia e da Justiça se baseia puramente em fatos, documentos e provas concretas. O público segue acompanhando os desdobramentos das investigações, esperando que a transparência e a justiça prevaleçam para esclarecer todas as polêmicas envolvendo o nome da famosa.