Brasil registra 88 facções criminosas em atuação no país. 45 delas estão no Nordeste

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Um levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), divulgado em 2024, aponta a existência de ao menos 88 facções criminosas com atuação em diferentes regiões do Brasil.

De acordo com o estudo, essas organizações apresentam níveis variados de estrutura, influência e área de atuação, sendo que algumas possuem presença restrita a determinados estados, enquanto outras conseguem operar em mais de uma região do país.

Entre os grupos citados no levantamento estão o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontados como organizações com atuação interestadual e ramificações em diferentes territórios.

As demais facções, em sua maioria, possuem atuação mais localizada, concentrando suas atividades em estados específicos.

A distribuição regional apresentada indica que 46 dessas facções estariam presentes na região Nordeste, 14 no Norte, 24 no Sul, 18 no Sudeste e 10 no Centro-Oeste.

O estudo considera informações acumuladas ao longo de um período de três anos, com base em registros do sistema penitenciário e em dados de monitoramento institucional.

Segundo os dados da Senappen, cerca de 98% das facções possuem presença dentro do sistema prisional, o que demonstra a relevância das unidades penitenciárias como ambiente de articulação desses grupos.

O levantamento também aponta que aproximadamente 98% apresentam algum tipo de estrutura hierárquica interna, com funções e níveis de comando definidos. Outro dado citado é que cerca de 91% dessas organizações possuem formas próprias de financiamento, o que contribui para sua manutenção e expansão.

Especialistas em segurança pública destacam, em análises técnicas, que o rastreamento de recursos financeiros pode ser um dos caminhos utilizados no enfrentamento dessas organizações.

A atuação conjunta entre diferentes órgãos de controle e fiscalização é mencionada como um dos instrumentos possíveis para monitorar movimentações suspeitas e fluxos de recursos.

O levantamento também insere o tema no contexto mais amplo das políticas de segurança e do sistema prisional brasileiro, destacando a complexidade do fenômeno e a diversidade de grupos atuantes no território nacional.

Esses dados são frequentemente utilizados em debates sobre estratégias de combate ao crime organizado e aprimoramento das políticas públicas de segurança.

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