O ambiente do futebol de alto rendimento costuma ser associado a superstições intensas, rituais sagrados e promessas fervorosas por parte de jogadores e torcedores que buscam uma ajuda divina para garantir a vitória nos gramados mundiais. No entanto, o atual comandante da Seleção Brasileira masculina decidiu trazer uma perspectiva bastante leve, racional e bem-humorada sobre como lida com a sua própria fé nos momentos de maior sufoco à beira do campo. O treinador Carlo Ancelotti surpreendeu os jornalistas ao revelar que não costuma fazer orações ou rezar durante o andamento das partidas do time canarinho.
A declaração curiosa foi dada durante uma entrevista coletiva recente, na qual o técnico italiano comentou de forma descontraída sobre o seu comportamento calmo e controlado enquanto observa as táticas de seus atletas. Mesmo declarando-se publicamente como um homem católico e de fé, Ancelotti explicou, entre risos com os repórteres, que prefere não misturar o esporte com os seus pedidos espirituais. Na visão bem-humorada do experiente comandante, Deus certamente tem outras coisas muito mais importantes e urgentes para se preocupar no mundo do que o resultado de noventa minutos de um jogo de futebol.
Essa postura tranquila e quase impassível do treinador também serve como justificativa para as suas comemorações contidas, inclusive em momentos de extrema emoção, como aconteceu na suada vitória recente da equipe do Brasil sobre a seleção do Japão. Quando questionado sobre o motivo de não ter saído correndo pelo gramado para abraçar os jogadores após o gol decisivo daquela partida, o italiano de sessenta e sete anos de idade brincou com as suas próprias limitações físicas. Ele explicou que simplesmente não pode mais dar piques ou correr nas laterais do campo sob o risco real de romper o tendão do joelho, preferindo manter a elegância e a segurança de sua saúde.
Além das questões puramente físicas da idade avançada, o comandante técnico da equipe verde e amarela destacou que prefere adotar uma postura de extrema cautela, silêncio e respeito até que o árbitro dê o apito final do confronto. Carlo Ancelotti fez questão de lembrar aos jornalistas que o futebol contemporâneo é muito dinâmico e imprevisível, e que os resultados consolidados podem mudar completamente de rumo nos minutos finais dos acréscimos. Para reforçar a sua linha de pensamento cuidadosa, o italiano relembrou traumas do passado de sua vitoriosa carreira, mencionando que já passou pela triste experiência de achar que o jogo estava ganho e ver tudo terminar muito mal no fim.
De acordo com a percepção compartilhada pelo treinador, quando uma partida eliminatória finalmente se encerra com a vitória de sua equipe, o sentimento que invade o seu peito no vestiário costuma ser muito mais de alívio e dever cumprido do que propriamente de euforia desmedida ou festa. Essa sensação de descompressão psicológica é ainda mais forte quando se trata de confrontos decisivos de mata-mata, onde qualquer erro individual pode decretar a eliminação precoce do país da competição e jogar meses de trabalho técnico no lixo.
Ainda no campo das descontração e das curiosidades que alimentam o folclore do esporte, o técnico comentou sobre um de seus hábitos mais famosos e imitados pelos torcedores ao redor do planeta: o costume de mascar chicletes sem parar durante os noventa minutos de jogo. Ancelotti revelou, rindo da própria distração, que a tensão do duelo contra os japoneses foi tão grande que ele acabou esquecendo a sua tradicional caixinha de gomas de mascar dentro do vestiário do estádio, precisando enfrentar os momentos de nervosismo da partida sem o seu principal aliado contra a ansiedade.
Toda essa calmaria e o foco do treinador serão colocados à prova mais uma vez no próximo compromisso oficial do calendário da equipe nacional, que promete parar os torcedores em frente às telas das televisões. A Seleção Brasileira masculina já tem data e hora marcadas para voltar aos gramados, enfrentando a forte equipe da Noruega no próximo domingo, dia cinco, em mais um duelo decisivo e eliminatório que promete testar os nervos da comissão técnica e dos torcedores.
Os analistas esportivos de rádio e televisão aproveitaram as falas descontraídas do comandante para elogiar a sua capacidade de retirar o peso psicológico das costas dos atletas mais jovens, funcionando como um verdadeiro para-raios de críticas e pressões externas. Ter um técnico que encara as adversidades e as vitórias com o mesmo semblante de tranquilidade ajuda a construir um ambiente interno de vestiário muito mais saudável, focado e blindado contra as oscilações emocionais que costumam derrubar grandes elencos em torneios curtos.
A torcida brasileira assimilou muito bem as declarações do italiano e começou a criar memes nas redes sociais com a frase sobre os afazeres divinos, transformando a maturidade de Ancelotti em um símbolo de confiança para a conquista do título. Muitos torcedores brincam que, se o treinador não reza, a arquibancada inteira se encarrega de fazer as correntes de fé e as promessas necessárias para que a bola continue entrando na rede adversária nos próximos finais de semana.
Os preparadores físicos e os médicos da delegação brasileira também elogiaram publicamente a sabedoria do comandante em respeitar os limites de seu próprio corpo, lembrando que o estresse de dirigir a equipe mais cobrada do planeta já exige muito da saúde cardiovascular de qualquer profissional. Manter os pés firmes no chão e evitar grandes explosões físicas na área técnica é uma estratégia excelente para garantir a longevidade e a clareza mental necessárias para ler o jogo e fazer as substituições certas nas etapas complementares.
O foco total dos treinamentos táticos da semana na granja comary está voltado para neutralizar as principais jogadas aéreas do time europeu, que costuma dificultar a vida dos defensores sul-americanos com sua força física e estatura elevada. Ancelotti vem testando variações no posicionamento dos zagueiros e cobrando atenção redobrada nas jogadas de bola parada, buscando evitar que o time precise correr atrás do prejuízo no placar e garantindo que o alívio final seja alcançado sem grandes sustos.
No final das contas, o desfecho leve, curioso e bastante inteligente dessa entrevista de Carlo Ancelotti deixa uma lição muito nítida, prática e realista sobre a importância de encararmos as nossas responsabilidades profissionais com seriedade, mas sem perder o bom humor e a leveza diante da vida. O equilíbrio emocional e a maturidade para aceitar os altos e baixos do destino continuam sendo virtudes valiosas tanto no esporte de alto nível quanto no cotidiano. A sociedade esportiva acompanha a preparação para o jogo contra a Noruega esperando que o trabalho tático dê frutos e que o respeito ao espetáculo prevaleça de forma exemplar.