A Associação Movimento Brasil Laico apresentou uma representação eleitoral à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pedindo que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja declarado inelegível por oito anos e impedido de disputar futuras eleições.
O pedido também inclui outras figuras públicas e instituições que participaram de um culto realizado na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), no Rio de Janeiro.
Entre os citados estão o pastor Silas Malafaia, o presidente da Alerj Douglas Ruas, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, o ex-governador Cláudio Castro e o deputado federal Marcelo Crivella, além da própria igreja.
Segundo a representação, a presença de autoridades políticas em um espaço religioso, especialmente em área de destaque durante o culto, somada a momentos de convivência entre lideranças antes da cerimônia, poderia indicar, na visão da entidade, uma possível articulação com conteúdo eleitoral.
O documento também menciona declarações atribuídas ao pastor Silas Malafaia, nas quais teria sido manifestado apoio público ao senador Flávio Bolsonaro em um contexto político futuro.
A entidade solicita ainda a aplicação de multa à igreja e a abertura de investigação sobre possível uso indevido de imunidade tributária por instituições envolvidas no evento.
Outro ponto destacado no pedido é a preservação de conteúdos publicados em redes sociais relacionados à participação das autoridades, para eventual análise por órgãos competentes.
O caso se insere em um debate recorrente no cenário político brasileiro sobre os limites entre manifestações religiosas e atividades políticas, especialmente em períodos de pré-campanha.
A legislação eleitoral prevê regras para coibir possíveis abusos e garantir equilíbrio na disputa, o que leva a diferentes interpretações quando há participação de figuras públicas em ambientes religiosos.
Agora, a representação será analisada pelas autoridades responsáveis, que irão avaliar se os elementos apresentados configuram ou não irregularidades sob a ótica da legislação eleitoral vigente.