A deputada federal Jandira Feghali participa de uma comitiva de parlamentares da base governista que esteve nos Estados Unidos com o objetivo de discutir estratégias de cooperação internacional no combate ao crime organizado.
A agenda inclui reuniões e articulações voltadas à política de segurança, com foco em alternativas ao enquadramento de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Além de Jandira Feghali, a delegação é composta pelos deputados Pedro Uczai, André Janones e Pedro Campos. O grupo apresentou um documento defendendo que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas por autoridades norte-americanas poderia gerar efeitos diplomáticos e jurídicos, além de levantar questionamentos sobre a soberania nacional.
Como alternativa, os parlamentares propõem o fortalecimento de mecanismos de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, especialmente nas áreas de inteligência, investigação policial e controle financeiro.
A proposta sugere que a atuação conjunta entre os países seria mais adequada do que a mudança de classificação jurídica das facções.
A viagem gerou manifestações críticas por parte de opositores, que questionaram a iniciativa e a escolha dos interlocutores envolvidos nas reuniões realizadas no exterior. Também houve questionamentos relacionados ao uso de recursos públicos para a realização da missão oficial.
Nas redes sociais, o tema repercutiu com comparações entre a situação da segurança pública em diferentes regiões do país e as discussões conduzidas pela comitiva no exterior.
Parte das críticas mencionou a distância entre a realidade enfrentada em áreas com altos índices de violência e os debates institucionais realizados em agendas internacionais.
Em resposta, integrantes da delegação afirmaram que a proposta apresentada não tem como objetivo defender organizações criminosas, mas sim discutir abordagens distintas para o enfrentamento do crime organizado.
Segundo eles, a prioridade é ampliar a cooperação entre países e fortalecer instrumentos já existentes de combate às facções, respeitando os marcos legais e institucionais de cada nação.