A história de Kulthum Akbari chamou a atenção das autoridades após uma longa investigação envolvendo a morte de diversos maridos ao longo de mais de duas décadas.
O caso ganhou repercussão depois que surgiram suspeitas de que os falecimentos, inicialmente tratados como naturais, poderiam estar ligados a uma ação criminosa planejada.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo caso, Akbari costumava se aproximar de homens idosos e desenvolver relacionamentos que culminavam em casamento.
Muitas dessas vítimas viviam sozinhas ou necessitavam de companhia e assistência no dia a dia. Em diversos casos, familiares acreditavam que os parentes haviam encontrado alguém disposto a ajudá-los e oferecer cuidados durante a velhice.
As investigações apontam que, após os casamentos, a mulher teria passado a administrar medicamentos e substâncias em quantidades consideradas perigosas.
Como as vítimas possuíam idade avançada e, em alguns casos, apresentavam problemas de saúde, as mortes não despertaram suspeitas imediatas. Dessa forma, os óbitos foram registrados sem que houvesse uma apuração aprofundada naquele momento.
Com a morte dos maridos, Akbari passava a ter acesso a bens e recursos financeiros deixados pelas vítimas. De acordo com os investigadores, esse padrão teria se repetido diversas vezes ao longo dos anos, formando uma sequência que só começou a ser questionada após o relato de seu último marido.
O homem, então com 82 anos, procurou familiares ao perceber mudanças em seu estado de saúde e afirmou acreditar que estava recebendo uma quantidade excessiva de medicamentos.
O depoimento levou seu filho a procurar as autoridades, dando início a uma investigação que revisitou casos antigos ligados à suspeita.
Durante a apuração, os investigadores identificaram semelhanças entre várias mortes associadas aos relacionamentos da acusada. Em determinado momento, ela chegou a apresentar diferentes versões sobre o número de vítimas envolvidas. As autoridades passaram a analisar a possibilidade de que o total de mortes fosse superior ao inicialmente confirmado.
Em setembro de 2025, a Justiça considerou Kulthum Akbari culpada por 11 assassinatos. Além das condenações relacionadas às mortes, ela também recebeu uma pena adicional pela tentativa de assassinato do último marido, cuja denúncia foi fundamental para o avanço das investigações e para o desfecho do caso.