A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiu alterar a acusação contra José Rodrigo Bandura, que deixou de responder por tentativa de feminicídio e passou a responder por lesão corporal grave. A mudança ocorreu após os desembargadores analisarem um recurso apresentado pela defesa do acusado.
O caso aconteceu em junho de 2025, na cidade de Maringá, no norte do Paraná. Bandura é acusado de ter ateado fogo na ex-companheira durante uma ocorrência registrada pelas autoridades locais.
Segundo informações presentes na decisão divulgada em 15 de maio, o relator do processo entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar intenção de matar.
De acordo com o magistrado responsável pelo voto, um dos fatores considerados foi o fato de o acusado ter tentado apagar as chamas logo após o ocorrido e também ter prestado socorro à vítima depois do ataque. Com isso, a classificação inicial do crime foi modificada pela Câmara Criminal.
A mulher sobreviveu ao caso, mas sofreu queimaduras em aproximadamente 30% do corpo. Ela permaneceu internada por mais de 40 dias para tratamento médico e recuperação.
Em entrevista concedida à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a vítima afirmou ter recebido a decisão judicial com revolta e desespero. Durante a entrevista, ela também declarou temer uma possível soltura do acusado.
O Tribunal de Justiça do Paraná informou que o processo segue em sigilo judicial. O órgão também confirmou que José Rodrigo Bandura continua preso preventivamente enquanto o caso permanece em andamento.
O Ministério Público do Paraná informou que avalia a possibilidade de recorrer da decisão tomada pela 1ª Câmara Criminal. Caso haja recurso, o processo poderá passar por nova análise dentro da Justiça paranaense.
A alteração da tipificação penal chamou atenção porque modifica o enquadramento jurídico da acusação apresentada inicialmente no processo. O caso segue sob acompanhamento das autoridades responsáveis, enquanto novas movimentações judiciais ainda podem ocorrer nos próximos meses.