Uma descoberta incomum registrada na Casa de Custódia de Piraquara chamou a atenção das autoridades penitenciárias do Paraná após uma vistoria realizada dentro da unidade prisional. Durante a inspeção, agentes identificaram uma passagem secreta construída por detentos sob o piso da área destinada às visitas.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, o túnel ligava o banheiro masculino ao banheiro feminino do setor de convivência utilizado durante os dias de visitação.
A estrutura teria sido feita de maneira improvisada e escondida dos agentes responsáveis pela segurança do local.
De acordo com os relatos, os presos utilizaram escavações discretas para abrir espaço sob o piso sem levantar suspeitas imediatas.
Parte do material retirado durante a construção teria sido escondida para evitar que a movimentação chamasse atenção dos funcionários da unidade. Além disso, os detentos também teriam tomado cuidados para reduzir ruídos durante a escavação.
Após a descoberta da passagem, a direção da unidade prisional adotou medidas de segurança e suspendeu temporariamente as visitas na área afetada.
A abertura encontrada foi concretada pelas equipes responsáveis pela manutenção do presídio, impedindo o uso do local.
As autoridades também informaram que os internos apontados como participantes da construção receberam sanções disciplinares previstas pelas normas do sistema penitenciário. Entre as medidas aplicadas estão restrições internas e procedimentos administrativos relacionados à apuração dos fatos.
O episódio passou a repercutir nas redes sociais e ficou conhecido popularmente como “túnel do amor”, nome utilizado por internautas e páginas que comentaram o caso.
A situação também gerou debates sobre fiscalização, estrutura física dos presídios e os desafios enfrentados pelas equipes responsáveis pela segurança nas unidades carcerárias.
Após o ocorrido, a administração da Casa de Custódia informou que reforçou a fiscalização nas áreas de visitação e iniciou avaliações estruturais em outros setores da unidade para evitar situações semelhantes no futuro. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre novos envolvidos além dos detentos identificados inicialmente pelas autoridades penitenciárias.