Trump diz que acredita nas vacinas, mas que elas não devem ser obrigatórias para todos. Você concorda?

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar sobre o tema das vacinas durante uma entrevista concedida neste sábado, 10 de maio de 2026, ao programa “Full Measure”, apresentado pela jornalista Sharyl Attkisson.

A declaração reacendeu debates antigos sobre políticas de imunização no país e o papel do governo na definição de exigências médicas.

Durante a conversa, Trump afirmou que acredita na eficácia das vacinas, mas reforçou sua posição contrária à obrigatoriedade de aplicação em larga escala.

Segundo ele, decisões relacionadas à vacinação deveriam ser individuais, sem imposição direta de mandatos universais. “Acredito em vacinas, mas não acredito que você tenha que ter um mandato para todas elas”, declarou.

O ex-presidente também comentou o trabalho do atual secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., a quem elogiou publicamente. Trump disse que Kennedy “está fazendo um bom trabalho” e destacou que ele é bem recebido por parte da população, segundo sua avaliação.

Outro ponto abordado na entrevista foi o calendário de vacinação infantil nos Estados Unidos. Trump questionou o número de imunizantes aplicados ao longo da infância, afirmando que o país teria um volume elevado de vacinas em comparação com outras nações. Ele citou como exemplo a Dinamarca, mencionando que o país europeu utiliza um número menor de imunizações obrigatórias. Para ele, seria mais adequado reduzir doses e distribuir as aplicações em mais consultas médicas.

As declarações de Trump não são inéditas dentro de seu histórico político. Em entrevistas anteriores, ele já havia defendido a vacinação, mas sem imposição obrigatória à população. Em 2021, afirmou que os cidadãos deveriam se vacinar, embora rejeitasse qualquer forma de compulsoriedade.

Mais recentemente, em 2025, Trump assinou uma medida que cortava financiamento federal de instituições de ensino que exigissem a vacina contra a Covid-19 como requisito para estudantes.

As falas voltaram a gerar discussões públicas nos Estados Unidos, especialmente em torno do equilíbrio entre políticas de saúde pública, liberdade individual e decisões governamentais relacionadas à imunização.

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