O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a repercutir intensamente nas redes sociais após uma declaração polêmica envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante entrevista, Zema afirmou que, em um eventual segundo turno contra Lula, “se houver um cachorro contra o Lula, eu voto no cachorro”. A frase, dita em tom crítico, rapidamente viralizou e passou a dominar debates políticos nas redes e em veículos de comunicação.
A declaração foi interpretada por aliados como uma forma de reforçar sua oposição ao governo federal e de marcar posição junto ao eleitorado mais crítico ao PT. Para esse grupo, a fala simboliza rejeição à atual gestão e reforça o discurso de que qualquer alternativa seria preferível a um novo mandato de Lula.
Por outro lado, opositores classificaram a declaração como desrespeitosa, agressiva e incompatível com a postura esperada de um chefe de Executivo estadual. Para críticos, o comentário empobrece o debate democrático e contribui para o acirramento da polarização política no país.
Analistas políticos avaliam que a fala também pode ter um componente estratégico. Zema vem sendo citado como possível nome da direita ou da chamada “terceira via” em cenários eleitorais futuros, e declarações de forte impacto costumam mobilizar bases eleitorais e ampliar visibilidade nacional. No entanto, esse tipo de posicionamento também pode gerar desgaste junto a eleitores moderados.
O episódio reacende a discussão sobre os limites da retórica política no Brasil, especialmente em um ambiente já marcado por polarização intensa. Declarações desse tipo tendem a gerar engajamento imediato, mas também aprofundam divisões e tensionam o diálogo institucional.
Até o momento, o presidente Lula não se manifestou oficialmente sobre a fala. A repercussão, contudo, segue forte nas redes sociais e nos bastidores políticos, alimentando especulações sobre os desdobramentos no cenário eleitoral e nas relações entre governos estaduais e o Planalto.

