‘Vou te deixar na cadeira de rodas’, conta pai sobre ameaça de colega à filha de 10 anos que morreu espancada na saída da escola

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De acordo com a polícia a agressora seria uma outra menina de 9 anos

A menina Gabrielly Ximenes, de 10 anos, morreu na última quinta-feira (6), por complicações da agressão que sofreu uma semana antes, na saída da escola que estudava.

A menina foi agredida por outra criança, e duas adolescentes, em Campo Grande (MS).

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Em um depoimento emocionado ao G1, o pai de Gabrielly, Carlos Roberto, contou que a briga das meninas começou ainda dentro da escola, depois que uma das agressoras teria chamado a mãe da vítima de ‘prostituta’.

“Uma delas disse para minha filha ‘Vou te deixar na cadeira de rodas'”, relatou Carlos Roberto ao G1.

Fernanda Félix, delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), ouviu as crianças envolvidas, a menina de 9 anos, confessou ter dado ‘duas mochiladas’, em Gabrielly, e as duas adolescentes teriam estimulado e incitado a briga.

Segundo a delegada, como a criança agressora tem apenas 9 anos, ela não responderá pela morte de Gabrielly e nem seus pais. 

O G1 tentou contato com o Conselho Tutelar da região, sem sucesso.

O pai de Gabrielly acredita que a demora no atendimento pode ter contribuído para a morte da menina.

O homem diz que no dia da agressão foi buscar a filha e já a encontrou no chão, debaixo de chuva, sendo socorrida por comerciantes.

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Ele disse que ela contou que foi agredida por uma colega, citou o nome e disse que a menina bateu nela com a mochila e que tinha algo pontudo dentro.

 “Minha filha estava deitada no chão, chorando de dor, abaixo de chuva, e falou para mim o que aconteceu, mas ela não sabia o que tinha dentro da mochila”, conta.

“Ela tomou aquela chuva deitada no chão. Foi levada para Santa Casa no dia 29 e ficou até o dia 30 . Depois eles disseram que ela não tinha mais nada, e a liberaram. Não passaram nenhum remédio para minha filha”, relembra.

De acordo com a assessoria da Santa Casa, Gabrielly reclamava de dores de cabeça e passou por exames, que não apontaram alteração. Por isso, ela foi liberada após ter sido medicada.

Carlos conta que nessa última terça-feira (4), Gabrielly voltou da escola queixando-se de muita dor na perna e que não estava conseguindo andar.

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Ele se encaminhou com a filha para  a UPA do bairro Coronel Antonino e, após um raio-x, a médica que atendeu a criança, disse que a menina “não tinha nada”, mas encaminhou-a para o Centro de Especialidades Médicas da capital:

“Lá, um ortopedista disse que aparecia um ‘risco preto’ no raio-x, e que aquilo não estava certo, então fomos para a Santa Casa”, conta o pai.

“Quando chegamos no hospital, o estado dela já era grave, e já foi internada às pressas. A menina gritava e chorava de dor. Eles [médicos] disseram que deveriam fazer uma cirurgia para tirar uma secreção da perna dela, que atingiu os pulmões. Ela teve 7 paradas, e ela não aguentou”, lamenta.

Gabrielly foi enterrada na última sexta-feira (7) em Campo Grande.

A diretora da escola fez uma publicação nas redes sociais dizendo que estavam ‘de luto’, mas não se manifestou a respeito do caso.

A Secretaria de Estado de Educação (SED), informou em nota, que estão acompanhando a situação, e que embor o fato tenha ocorrido fora do ambiente escolar, “buscam dar suporte para a gestão escolar o andamento dos trabalhos”.

 


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Written by Ana Paula

Jornalista de profissão, e redatora por vocação. Escrevo com prazer tentando passar em palavras, emoções que possam tocar a vida das pessoas. Nas horas vagas mamãe de gatos e degustadora de cafés, que são meus grandes amores.

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