Vazam vídeos de PMs achando corpos após explosão no Tatuapé

Na noite de quinta-feira, 13 de novembro de 2025, uma explosão de grandes proporções atingiu um imóvel no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, deixando um cenário de destruição, inquietação e mobilização das autoridades. Imagens recentes de câmeras corporais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM) registraram o momento em que agentes acessavam o local, encontrando destroços, fumaça e o corpo de um homem entre os escombros.


Investigadores da corporação informaram que o imóvel atingido era utilizado como depósito irregular de fogos de artifício, conforme levantamentos iniciais da equipe de perícia.


As imagens, obtidas por meio de câmeras acopladas aos uniformes dos policiais que atenderam a ocorrência, mostram o ambiente de destruição: arredores tomados por escombros, a garagem parcialmente arruinada, paredes comprometidas e indícios de explosão próxima ao interior do imóvel.


Segundo a Defesa Civil de São Paulo, foi necessário interditar 11 imóveis nas proximidades, sendo que 10 foram isolados de modo integral em função do risco estrutural resultante da onda de impacto.


O corpo localizado no local foi identificado como sendo de um homem de 46 anos, chamado Adir de Oliveira Mariano. A sua presença no local e eventual envolvimento no armazenamento dos explosivos estão entre os aspectos que a investigação busca esclarecer.


Em vídeos divulgados, é possível notar o momento em que um policial, segurando lanterna, comunica via rádio que “há mais uma bomba aqui”, enquanto se ajoelha sobre detritos e verifica um compartimento danificado.


A explosão teve origem em um imóvel localizado no cruzamento da Avenida Celso Garcia com a Avenida Salim Farah Maluf, conforme relatado por veículos de imprensa após conferência com o Corpo de Bombeiros.


Ainda não há confirmação oficial sobre o que exatamente causou o disparo da explosão — se falha no manuseio de material armazenado, curto-circuito, ou outro fator. As autoridades mantêm sigilo parcial sobre os laudos iniciais.


A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo comunicou que a investigação ficará sob responsabilidade da 5ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas, com objetivo de apurar se havia rede de armazenamento e risco ampliado para a comunidade local.


Moradores da área relataram barulho intenso, janelas quebradas e sensação de tremor no momento da explosão. Alguns vizinhos afirmaram que as consequências estruturais ainda são visíveis, e muitos se sentem inseguros para voltar aos seus imóveis.


No velório e no entorno da área interditada, surgiram manifestações de preocupação quanto à fiscalização de depósitos clandestinos e à vulnerabilidade de bairros residenciais próximos a locais de risco. A comunidade cobrou providências e controle mais rigoroso.


Especialistas em segurança pública observam que o armazenamento irregular de fogos de artifício em áreas residenciais representa uma combinação de risco elevado: volume explosivo, proximidade de moradias, e baixa vigilância formal.


O promotor à frente do caso destacou que o contexto sugere potencial crime contra a segurança pública, além de eventual infração ambiental e urbanística, visto o uso de imóvel não regularizado para depósito de artefatos explosivos.


Peritos técnicos presentes no local apontaram que o impacto da explosão espalhou detritos em raio de vários metros, provocando danos em veículos estacionados e comprometendo a estrutura de edificações vizinhas.


Imagens obtidas por câmeras de segurança do entorno mostram a sequência instantes antes do estrondo, quando uma intensa claridade precedeu o som de deslocamento do ar e o estampido principal.


Relatos de vizinhos mencionam que o imóvel já havia sido alvo de fiscalização em eventos anteriores, com denúncias sobre movimentação irregular de materiais, ainda que nenhuma ação punitiva de larga escala tivesse sido registrada até o momento.


A interdição provisória dos imóveis foi acompanhada por técnicos da Defesa Civil, com laudos estruturais para avaliar a retomada de acesso habitacional. Alguns residentes aguardam alívio temporário enquanto aguardam decisão sobre retorno ou remoção.


A investigação também busca mapear fornecedores e possíveis responsáveis pela logística de armazenamento, transporte e manuseio dos explosivos, para que eventual rede criminosa seja identificada e responsabilizada.


O episódio reacendeu debate público sobre a regulação de uso de fogos de artifício, especialmente em áreas urbanas densas, além da necessidade de atualização de cadastro de depósitos, rotinas de fiscalização e integração entre corporações municipais, estaduais e federais.


Enquanto isso, moradores da região permanecem em estado de alerta, com equipes de segurança e técnicos da prefeitura presentes para monitoramento constante. O prazo para retomada plena das atividades nos imóveis interditados ainda não foi definido.

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