Um homem que participou do Carnaval relatou ter desenvolvido feridas na boca após trocar muitos beijos com diferentes pessoas durante a folia; ele precisou procurar atendimento médico por causa desses machucados.
Em exames, foi relatada uma possível infecção por um tipo de fungo dermatófito (Trichophyton mentagrophytes genótipo VII), que pode causar manchas avermelhadas, descamação e coceira na pele e mucosas quando transmitido por contato direto.
O comportamento de festa e grande proximidade física entre foliões pode facilitar a transmissão de microrganismos — inclusive vírus, bactérias e fungos — pela saliva e pelo contato com a pele.
Especialistas já alertaram que o beijo pode transmitir diferentes agentes infecciosos, e em contextos de Carnaval isso é ainda mais provável por causa da aglomeração:
Vírus como HSV-1 (herpes labial) podem causar bolhas ou feridas dolorosas nos lábios.
A mononucleose infecciosa (conhecida como “doença do beijo”) também é transmitida principalmente pela saliva.
Outras infecções virais e bacterianas buco-orais podem surgir quando há contato intenso com muitas pessoas diferentes.
Médicos e especialistas em saúde bucal indicam medidas simples para reduzir riscos:
Evitar beijar pessoas com feridas visíveis ou sintomas de infecção.
Manter boa higiene bucal antes e depois de eventos festivos.
Procurar atendimento de saúde ao primeiro sinal de machucados persistentes na boca.

