Pretinha viveu livre, ao lado do companheiro Orelha, e conquistou quem passava com sua doçura silenciosa.
Sua morte, na noite desta segunda-feira (9), não foi falta de cuidado.
Foi o limite da medicina.
A falência renal, agravada pela dirofilariose — o chamado verme do coração — mostrou como até quem recebe atenção, tratamento e amor pode ser vencido pela doença.
Houve internação.
Houve exames complexos.
Houve medicações caras.
Houve tentativa até o último instante.
Como escreveu Bruno Ducatti, não houve abandono.
Houve luta. Houve responsabilidade. Houve humanidade.
A história de Pretinha também é um alerta.
Doenças silenciosas existem.
A prevenção salva vidas.
E o cuidado com animais não pode ser romantizado nem negligenciado.
Animais sentem dor.
Criam vínculos.
Deixam ausência.
Que Pretinha seja lembrada não apenas pela partida,
mas pelo carinho que espalhou
e pela consciência que sua história desperta.
Cuidar também é um ato de amor.
E amar, às vezes, é lutar até o fim.

