“Traidora em Série” dormiu com 100 homens e “transmitiu clamídia para metade de Londres”

Uma mulher britânica, agora especialista em relacionamentos, revelou que viveu por anos sob um comportamento compulsivo marcado por infidelidade serial. Segundo ela, teve relações sexuais com mais de 100 homens em um período de sua vida.

Ela também admitiu que contraiu e transmitiu clamídia para “metade de Londres”, em uma declaração provocadora que viralizou.  No TikTok, ela chegou a postar um vídeo com a frase “gave the clap to half of London at 23” (“dei a doença para metade de Londres aos 23”), assumindo a gravidade das consequências das relações descontroladas.

A mulher em questão se chama Persia Lawson, tem 39 anos e atribui parte de seu comportamento ao passado difícil: ela diz ter buscado o caos emocional desde muito jovem.  Em entrevistas, relatou que, aos 12 anos, já traía namorados constantemente, chegando a manter quatro relacionamentos simultaneamente.

Durante a universidade, segundo Lawson, seu padrão se repetia de forma intensa: ela chegava a ter casos com os amigos dos próprios namorados, em ciclos que ela mesma define como autodestrutivos.  Naquele tempo, ela trabalhava em um clube de strip-tease, e descreve seus relacionamentos como perigosos e impulsivos.

Em um episódio especialmente tenso, ela afirmou que, após descobrir que havia transmitido clamídia a um ex-parceiro, recebeu uma ameaça de morte do pai dele.  Lawson contou que os médicos lhe recomendaram que informasse a todas as pessoas com quem se relacionou, mas ela não conseguiu: afirmava que “não conseguia se lembrar” de muitos deles, descrevendo sua vida naquela época como um “embaçamento”.

Ela também disse que alguns de seus relacionamentos eram movidos por mentiras recorrentes: direcionava falsas acusações de traição ao parceiro para esconder o próprio comportamento.  A compulsão por trair, segundo Lawson, tinha traços de dependência: ela se autodefinia como mentirosa compulsiva, um traço que associa ao vício afetivo.

Aos 25 anos, após um incidente sério com impacto intestinal decorrente do estilo de vida, seus pais a enviaram a um retiro na Tailândia. Lá, ela encontrou apoio no programa Love and Sex Addicts Anonymous, onde começou a confrontar suas feridas emocionais. Esse foi o ponto de virada: ela relata ter iniciado terapia e um processo de autoconhecimento profundo.

Em 2015, Persia conheceu o homem com quem viria a se casar em um festival. O relacionamento, segundo ela, tem sido decisivo para sua transformação. Eles oficializaram a união em 2022, e hoje ela atribui grande parte de sua cura à estabilidade emocional que encontrou ao lado dele.

Atualmente, Lawson se dedica a ensinar outras mulheres a lidarem com comportamentos sexuais compulsivos. Ela escreve livros sobre sua trajetória e promove retiros focados na recuperação emocional.  Em sua versão atual de vida, ela afirma não ter vergonha de seu passado: para ela, falar abertamente sobre os problemas sexuais que enfrentou é uma forma de empoderamento e cura.

A transformação envolveu não apenas aspectos pessoais, mas também uma reestruturação de como ela compreende relacionamentos. Lawson defende que seus padrões antigos eram reações a traumas não resolvidos da infância. Ela compara seu comportamento com um vício: “como se uma pessoa dependente quisesse uma substância destrutiva”, afirmou em entrevista.

O discurso de Persia levanta questões importantes sobre saúde sexual e emocional. Ela reforça, em suas palestras, a necessidade de autocuidado e responsabilidade ao tratar de temas como compulsão sexual e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Profissionais de saúde mental avaliam que casos como o de Lawson evidenciam o que muitos chamam de “vício em sexo”: uma condição na qual o indivíduo busca repetidamente experiências sexuais como forma de lidar com sofrimento interno.

Sua história também suscita debate sobre a obrigação moral e ética de notificar parceiros sobre ISTs. A dificuldade que ela narra para lembrar seus antigos parceiros aponta para um dilema comum: como rastrear contatos antigos em relacionamentos casuais?

Nesse sentido, seu relato pública pode servir como alerta sobre a importância dos testes regulares para ISTs e da comunicação aberta em relações sexuais, especialmente quando há múltiplos parceiros ao longo do tempo.

Além disso, a trajetória de Lawson destaca que a compulsão afetiva nem sempre está separada de traumas mais profundos. A saída dela, segundo ela mesma, esteve diretamente ligada à terapia e à participação em grupos de dependentes afetivos.

Em sua atuação atual, Lawson afirma que um dos objetivos é desestigmatizar o vício em sexo entre mulheres, mostrando que não se trata apenas de “traquinagem” ou atitude irresponsável, mas de um problema emocional real que merece atenção clínicas.

Ela ainda critica a cultura de julgamento que costuma rodear mulheres com alta sexualidade, argumentando que muitas vezes são rotuladas sem que se entenda o que motiva seu comportamento.

Por outro lado, sua história também provoca críticas: alguns argumentam que sua afirmação de ter infectado “metade de Londres” pode ser uma hipérbole para chamar atenção ou dramatizar sua jornada, e alertam para os riscos de romantizar o diagnóstico de dependência.

Especialistas em saúde sexual ponderam que, embora relatos como o de Lawson possam sensibilizar o público sobre comportamentos sexuais de risco, também é essencial contextualizar os números com dados epidemiológicos reais, para evitar medo ou estigmatização desnecessária.

Em última análise, a trajetória de Persia Lawson serve como um estudo de caso sobre como traumas, vulnerabilidade emocional e comportamentos compulsivos podem se entrelaçar, e como a recuperação é possível por meio de apoio, reflexão e vontade de reconstruir a si mesma.

Seu relato se insere hoje em um discurso mais amplo sobre saúde mental, vulnerabilidade feminina e empoderamento pelo autoconhecimento, mostrando que a superação de padrões destrutivos pode se tornar fonte de aprendizado coletivo.

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