Após seis anos da morte de Gugu Liberato, voltou a circular nas redes sociais uma teoria que reacendeu o debate sobre as circunstâncias da tragédia. A versão, agora divulgada com mais força, traz novos elementos levantados por pessoas próximas, e levanta questionamentos que colocam em evidência a fragilidade das explicações oficiais.
O ponto central da nova narrativa é uma afirmação feita por Rafael Ilha, ex-integrante do grupo Polegar, que disse ter conhecimento de detalhes até então não divulgados ao público. Ele afirmou que Gugu recebeu um telefonema urgente de Rose Miriam, mãe dos filhos do apresentador, relatando problemas familiares envolvendo o filho mais velho, João Augusto Liberato. Segundo Ilha, essa ligação motivou a volta de Gugu aos Estados Unidos com urgência.
De acordo com Rafael Ilha, menos de 15 ou 20 minutos após chegar à casa nos EUA, Gugu morreu. Para Isla, o fato de Gugu ter subido diretamente ao sótão para consertar o ar-condicionado foi estranho. Terra Ilha, no entanto, diz que não está acusando ninguém diretamente, mas sugere que havia tensão familiar no momento da morte.
Essa versão contrasta com a explicação oficial: o laudo médico divulgado apontou traumatismo craniano por queda de aproximadamente quatro metros, proveniente de um sótão da casa em Orlando. A família, por meio do advogado Jorge Lordello, afirma que a queda ocorreu porque Gugu entrou em um cômodo escuro da residência, acreditando que era um quarto, e pisou em local inadequado.
Lordello disse ainda que a configuração da casa era incomum para residências brasileiras: nos EUA, segundo ele, o sótão era acessível por uma porta, e não por escada como geralmente se imagina. Ele defende que a queda foi um trágico acidente e apela para que a memória de Gugu seja respeitada.
O relato do advogado ressurgiu com força após trecho de sua entrevista ao podcast Snider Cast viralizar, reacendendo o interesse público. A nova exposição contrapõe interpretações e levanta dúvidas entre fãs, seguidores e a mídia.
Para muitos, o feito de Ilha reacender o debate sugere que ainda há lados da história a serem explorados. Ele menciona também que há rumores sobre o relacionamento de João Augusto com drogas e álcool na época, o que, segundo ele, poderia ter relação com a urgência da viagem de Gugu.
Por outro lado, Lordello apela para cautela: para ele, especulações e teorias conspiratórias não devem macular o legado do apresentador. Ele enfatiza que explicar os fatos não é o mesmo que criar sensacionalismo.
Além disso, voltou a ganhar atenção a disputa judicial envolvendo a herança de Gugu, avaliada em cerca de R$ 1 bilhão.
A mansão de Gugu, por exemplo, foi mantida praticamente intacta pelo primogênito João Augusto, que a descreve como um “museu da memória”.
A conjunção entre as teorias sobre a morte e os conflitos sucessórios alimenta uma narrativa complexa, em que memória, legado e especulação se entrelaçam. Para analistas, esse tipo de debate pode influenciar negativamente a imagem pública de todos os envolvidos.
Especialistas em direito familiar alertam para os riscos decorrentes da exposição excessiva de detalhes íntimos em momentos tão delicados. Segundo eles, a linha entre transparência e invasão privada pode se tornar tênue.
Em paralelo, há uma demanda por clareza: parte do público pede que novos laudos periciais sejam feitos, para dirimir dúvidas que se acumulam com o tempo.
Alguns comentam que a circulação dessas teorias revela mais sobre a cultura digital do que sobre a verdade dos fatos: em redes sociais, narrativas sensacionalistas têm peso grande para manter o engajamento.
Representantes da família de Gugu, por ora, não se manifestaram oficialmente sobre cada ponto levantado por Ilha ou pelo advogado Lordello, focando mais na gestão do acervo e da herança.
Esse episódio ilustra como a morte de uma figura pública, mesmo anos depois, pode gerar debates duradouros e profundos, envolvendo memória, justiça e responsabilidade midiática.
O caso reforça a necessidade de equilíbrio entre respeito à memória e direito à investigação: sem uma apuração cuidadosa, teorias conspiratórias podem se consolidar sem base sólida.
Também evidencia o impacto emocional sobre os herdeiros: manter viva a figura de um pai amado pode significar preservar a casa, os bens e, ao mesmo tempo, conviver com questionamentos públicos.
Do ponto de vista jornalístico, a retomada desse debate exige abordagem criteriosa: é fundamental separar fato de especulação, ao mesmo tempo em que se reconhece a importância da transparência.
Seja como for, a nova onda de teorias sobre a morte de Gugu Liberato aponta para algo claro: seis anos depois, a pergunta “o que realmente aconteceu?” continua viva, tanto entre fãs quanto na esfera pública.

