A influenciadora Virginia Fonseca enfrentou uma série de imprevistos técnicos e estruturais durante sua estreia como rainha de bateria da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio no Carnaval do Rio de Janeiro. O desfile aconteceu na madrugada da última quarta-feira, na Marquês de Sapucaí, em um dos momentos mais concorridos da temporada carnavalesca de 2026.
A expectativa em torno de sua participação era grande, considerando a presença massiva de público e cobertura midiática no terceiro e último dia de apresentações das escolas do Grupo Especial.
Desde antes de entrar na avenida, relatos da própria influenciadora mostraram que a fantasia apresentava desafios. Em transmissões ao vivo, Virginia mencionou que a estrutura de sua roupa estava cedendo na parte inferior devido ao peso do figurino e prometeu reforçar a fixação das peças antes do desfile.
O traje, que incluía um costeiro traseiro de aproximadamente 12 quilos, foi um dos principais pontos de tensão. Essa peça específica acabou causando dor na influenciadora ao longo do percurso, levando-a a optar pela retirada do adereço durante a evolução na avenida.
O trecho da apresentação em que Virginia precisou se desfazer do costeiro aconteceu enquanto se aproximava da reta final da Marquês de Sapucaí, gerando comentários nas arquibancadas e nas redes sociais.
Outro ponto de dificuldade ocorreu com o acessório conhecido como tapa-sexo, tradicional em fantasias carnavalescas desse tipo. Durante a passagem pelo sambódromo, a peça começou a se descolar, exigindo que a rainha de bateria ajustasse sua forma de sambar para evitar que a situação piorasse.
O incidente com o tapa-sexo chamou a atenção de espectadores e comentaristas, sobretudo porque a peça permaneceu parcialmente solta, obrigando a influenciadora a sambar com movimentos mais contidos para preservar a integridade da fantasia.
De acordo com o regulamento técnico da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), integrantes que se apresentam com partes do corpo nuas podem influenciar a pontuação de suas escolas no quesito “Fantasia”. No caso de Virginia, apesar da peça ter se soltado parcialmente, não houve exposição total de áreas íntimas.
A retirada do costeiro antes do julgamento em segmentos importantes da avenida também levantou questionamentos sobre possíveis descontos na avaliação da Grande Rio, já que a alteração da fantasia em pleno desfile pode ser um fator considerado pelos jurados.
Nas redes sociais, imagens e vídeos do desfile circularam rapidamente, repercutindo o momento de tensão com a fantasia da influenciadora. Internautas e comentaristas discutiram a performance e os contratempos ao longo da evolução da escola.
Enquanto isso, o jogador de futebol Vini Jr., namorado da influenciadora, manifestou apoio publicamente após o término da apresentação, elogiando o desempenho e expressando orgulho pelo feito dela, mesmo diante das dificuldades.
Especialistas em carnaval e avaliadores têm destacado que a função de rainha de bateria exige esforço físico intenso e integração coesa com o conjunto da escola, inclusive nos quesitos de traje e evolução. Ajustes técnicos em fantasias são comuns, mas podem ter impacto no resultado final.
A Acadêmicos do Grande Rio desfilou em 2026 com o enredo “A Nação do Mangue”, que homenageou a cultura e o movimento musical manguebeat, nascido em Pernambuco no início dos anos 1990. A proposta temática teve grande destaque nas alas e alegorias da escola.
Durante os dias anteriores ao desfile, Virginia participou intensamente de ensaios e atividades preparatórias, demonstrando comprometimento com a escola e com sua estreia no posto.
Ainda assim, a combinação de estruturas pesadas e ajustes imprevistos na fantasia gerou relatos de desconforto físico intenso por parte da influenciadora, tanto durante quanto após a apresentação.
Em entrevistas e transmissões ao vivo após a passagem pela Sapucaí, ela reconheceu a mistura de emoções que experimentou, falando sobre dor, nervosismo e a magnitude de desfilar em um dos mais tradicionais palcos do samba carioca.
A presença de Virginia como rainha de bateria foi alvo de opiniões diversas na imprensa e nas redes sociais, com parte do público celebrando sua performance e outro grupo questionando sua adequação ao cargo.
Especialistas em carnaval também apontam que ajustes de fantasias e imprevistos técnicos são desafios recorrentes em desfiles de grande escala, dada a complexidade e o peso de adereços usados por compositores, destaques e rainhas de bateria.
A própria influenciadora relatou em semanas anteriores ao desfile que já tinha apreensão com o uso de itens como o tapa-sexo devido à intensidade do calor, suor e movimento exigido na passarela.
Apesar das dificuldades, a participação de Virginia Fonseca no Carnaval da Grande Rio entrou imediatamente para o debate público sobre performance e preparação em desfiles oficiais, servindo como exemplo das complexidades envolvidas em eventos de grande porte.
O desfile da Grande Rio, com seus percalços e momentos de superação, garantiu ampla cobertura da imprensa nacional e repercussão nas principais plataformas de redes sociais, reafirmando a importância cultural e midiática do Carnaval do Rio de Janeiro.
A apuração de notas e resultados oficiais do desfile ainda será divulgada pela Liesa, e somente após esse processo será possível confirmar os impactos formais que as questões com a fantasia de Virginia Fonseca possam ter gerado para a escola Acadêmicos do Grande Rio.

