Tainá Militão responde às críticas sobre seu corpo: “Não fiz lipo”

A influenciadora Tainá Militão, esposa do jogador Éder Militão, decidiu dar uma resposta firme às críticas que tem recebido sobre seu corpo após a maternidade. Em publicação recente nas redes sociais, ela afirmou que “não fiz lipo nem abdominoplastia depois que tive as crianças. Só coloquei silicone quando a Helena tinha três meses.” A declaração marca um posicionamento claro sobre procedimentos estéticos e a valorização da realidade corporal.

Em vídeo compartilhado, Tainá mostrou sua barriga e comentou abertamente a flacidez decorrente das duas gestações. “Vou mostrar a realidade para vocês: a barriga de uma mãe que tem dois filhos. É óbvio que eu tenho uma flacidez, por conta das crianças”, disse ela. Esse tipo de honestidade em público é relativamente rara entre influenciadoras que buscam mostrar apenas os resultados “perfeitos”.

Ela ainda especificou que não recorreu a cirurgias como lipoaspiração ou abdominoplastia após as gestações. “Não fiz lipo nem abdominoplastia depois que tive os meus filhos. Só coloquei silicone quando a Helena tinha três meses”, reafirmou. Com isso, Tainá rompe com o padrão de “recuperação corporal rápida” muitas vezes exigido das mulheres após a maternidade.

A influenciadora contou que, nas gestações, teve ganhos de peso expressivos: 18 kg na primeira e 20 kg na segunda. “Tive dois filhos. Primeiro engordei 18 kg, depois 20 kg.” A trajetória que ela apresenta – com mudanças físicas reais – contrasta com imagens retocadas e idealizadas que dominam as redes.

Ela enfatizou que, embora a flacidez exista e “às vezes me incomode” ela não considera isso algo que vai “tirar o sono”. “Isso aqui me incomoda? Se eu falar que não… às vezes me incomoda. Mas não vou arrumar agora, não vai ser uma coisa que vou ‘morrer’”, disse. Essa calma perante o próprio corpo representa um discurso de aceitação e leveza.

Em outro momento, ela observou que muitas pessoas acompanham sua imagem e se incomodam mais com as marcas do que ela própria. “Acho que vocês se incomodam mais que eu. Vai continuar assim!”, afirmou. O comentário evidencia a pressão externa que recai sobre mulheres visíveis publicamente.

Tainá também mostrou que as estrias, as marcas na pele e a flacidez fazem parte da realidade que muitos ignoram. “Eu também tenho umas estrias aqui embaixo … essa é a realidade”, afirmou, enquanto exibia no vídeo. A escolha de mostrar sem filtros reforça uma narrativa mais humana e transparente.

Apesar de demonstrar alguma intenção de eventualmente fazer cirurgia – pois mencionou que pretende “num futuro” – ela deixou claro que no momento não fará nada. “Não pretendo fazer nada agora”, declarou. Isso indica maturidade diante das expectativas estéticas, e reforça que decisão cirúrgica será pessoal e não impulsionada por cobranças externas.

Ao se posicionar desta forma, Tainá aborda dois temas centrais: o corpo pós-gestação e o empoderamento feminino diante das transformações naturais que a maternidade traz. Sua abordagem ajuda a intensificar a discussão sobre normalização das mudanças corporais, especialmente nas mulheres que têm filhos.

Além disso, sua visibilidade como influenciadora e parceira de atleta incrementa o impacto da mensagem. Em um ambiente digital onde a “recuperação rápida” é tida como norma, a declaração de Tainá aparece como contraste. Ela desmonta o ideal de que mulheres devem “voltar” ao corpo anterior.

A repercussão dessa fala aponta também para a responsabilidade das figuras públicas sobre autoestima coletiva. Quando Tainá compartilha suas inseguranças e seleções visuais reais, ela convida o público a repensar a estética ideal e a aceitar corpos que mudam.

No contexto das redes sociais, onde filtros, retoques e ângulos favorecem padrões irreais, a postura de Tainá representa um alívio para muitas mulheres que passavam por situações semelhantes mas não tinham voz. Esse gesto simbólico reforça a mensagem de que imperfeição visível não significa falha.

Também convém notar que procedimentos estéticos são parte legítima das escolhas de cada uma. Tainá, ao falar que “só colocou silicone quando a Helena tinha três meses”, reconhece que fez uma intervenção estética, mas que isso foi sua escolha e não um padrão imposto. Essa distinção é importante para o debate sobre autonomia corporal.

A declaração repercute num momento em que a pressão estética pós-parto vem sendo amplamente discutida: a cobrança sobre mães de terem “corpo de antes” rapidamente tem impacto psicológico e físico. A fala de Tainá entra como contraponto, valorizando o tempo, o processo e a aceitação.

A postura dela contribui para a desmistificação de que toda transformação física precisa ser corrigida. Ao afirmar que está em paz com seu corpo, mesmo com “flacidez por conta das crianças”, ela transmite que maternidade não significa perda de valor estético ou pessoal.

Vale destacar que, embora Tainá seja figura pública, seu discurso reverbera com mulheres comuns que não têm visibilidade, mas vivenciam o mesmo desafio da mudança corporal após ter filhos. A narrativa coletiva ganha força quando pessoas públicas dividem suas vivências reais.

Em síntese, Tainá Militão escolheu mostrar mais do que um corpo: escolheu uma narrativa de humanidade, vulnerabilidade e aceitação. A clareza com a qual ela falou – listando as mudanças, explicando o que fez e o que não fez – confere legitimidade ao debate sobre corpo e maternidade.

Para o universo digital cada vez mais saturado de “antes e depois” e comparações, essa fala traz frescor. A possibilidade de diálogo sobre corpo real, saúde mental, estética e autoestima se amplia quando vozes como a dela se manifestam.

Finalmente, a postura de Tainá coloca em relevo que a jornada corporal de uma mãe não é linear, não precisa seguir cronograma estético e possui valor intrínseco. Mesmo se decidir fazer algo no futuro, fará no seu tempo. Por ora, ela está bem. E isso pode importar mais do que aparentar “estar perfeito”.

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